Sergei Karpukhin/Reuters
Sergei Karpukhin/Reuters

Conmebol dá apoio à candidatura da América do Norte e Marrocos protesta na Fifa

Decisão sobre a futura sede do Mundial vai acontecer nesta quarta-feira

Jamil Chade, enviado especial / Moscou, O Estado de S.Paulo

11 Junho 2018 | 06h30

A candidatura do Marrocos vai protestar diante do Comitê de Ética da Fifa em razão da decisão da Conmebol de não permitir que os norte-africanos apresentassem seus planos para sediar a Copa do Mundo de 2026. Na quarta-feira, a entidade sul-americana realizou sua reunião antes do Congresso da Fifa, em Moscou.

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Mas, num cenário marcado pela escolha da Copa de 2026, o tema que domina os debates é a eleição e os votos que serão repartidos entre os marroquinos e a candidatura tríplice de Estados Unidos, México e Canadá. A decisão sobre a futura sede do Mundial de 2026 vai acontecer nesta quarta-feira.

A decisão dos sul-americanos de fechar sua reunião aos marroquinos escancarou a tensão no processo de seleção. Oficialmente, a Conmebol justificou que os norte-africanos já tinham feito uma apresentação há um mês e que outro evento não seria "necessário".

Mas, nos bastidores, o bloco sul-americano não quer dar espaço para que os marroquinos "seduzam" alguma federação da região. Os representantes de Rabat revelaram à reportagem do Estado que tentaram uma aproximação com a Venezuela e Bolívia, dois países que não disfarçam sua animosidade em relação ao governo americano.

"Vamos mandar uma carta para a Fifa", confirmou Hicham El Amrani, diretor-geral do Comitê da Candidatura do Marrocos. Segundo ele, todas as demais regiões do mundo abriram suas reuniões ao seu grupo para que pudesse apresentar suas ideias, às vésperas do voto.

 

Carlos Cordeiro, presidente da federação norte-americana de futebol, insistiu num discurso aos africanos de que quer ser "julgado pela qualidade de sua candidatura, e não pela política atual". Seu recado tentava blindar seus votos da contaminação do presidente americano, Donald Trump, visto com profunda desconfiança entre os países em desenvolvimento.

O "fator Trump", porém, está amplamente sendo usado pelos africanos. "O presidente deles se chama Trump", insistiu Fouzi Lekjaa, vice-presidente da Associação Africana de Futebol em conversa com Fatma Samoura, a secretária-geral da Fifa.

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