Juan Mabromata/AFP
Juan Mabromata/AFP

Conmebol dá prazo até as 15h de sábado para Boca se defender

Tendência é que o River passe de fase e enfrente os Cruzeiro

Rodrigo Cavalheiro, correspondente em Buenos Aires, O Estado de S. Paulo

15 de maio de 2015 | 15h44

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) deu na tarde desta sexta-feira, 15, prazo ao Boca Juniors para que se defenda até as 15 horas deste sábado, após a interrupção da partida contra o River Plate por uso de gás de pimenta contra os jogadores visitantes. O rival enfrentará de final da Copa Libertadores, onde enfrentará o Cruzeiro.

A tendência, segundo vários meios locais que citam fontes na Conmebol, é que o River seja classificado a enfrentar os brasileiros. Na noite de quinta-feira, quatro jogadores visitantes foram atacados com gás pimenta quando regressavam pelo túnel inflável para o segundo tempo do clássico. A partida estava 0 a 0.

Segundo o inciso primeiro do artigo 23 do regulamento da Conmebol, qualquer equipe cuja responsabilidade determine alterações no rumo natural de um jogo "será considerada perdedora por 3 a 0". Se não fosse comprovada a autoria, a partida deveria continuar dentro de 24 horas, ou em outra data estabelecida pela Conmebol. O primeiro jogo, no dia 7, foi vencido pelo River por 1 a 0.

Devem ser anunciadas também outras punições ao Boca que atingiriam três esferas: suspensão de competições internacionais, fechamento do estádio para esses torneios e um período jogando longe de casa pelo torneio nacional. Havia vários rumores sobre a duração dessas punições, que durariam de um a dois anos.

O presidente da AFA, Luis Segura, disse, no fim da manhã, "que não via clima" para futebol na Argentina no fim de semana. Não haveria rodada em nenhuma divisão do futebol argentino de qualquer forma, em razão da morte na quinta-feira de um jogador da quarta divisão que bateu a cabeça em uma mureta.

La Bombonera foi fechada no início da manhã desta sexta-feira pelo Ministério Público de Buenos Aires para inspeção e "proteção de provas". O objetivo era investigar falhas na segurança e descobrir quem jogou o gás no túnel, que fica grudado à torcida 12, a barra brava mais conhecida do clube.

Imagens mostram um homem da 12 com o rosto parcialmente coberto aparentemente furando o plástico do túnel através das grades que separam o campo da torcida organizada. Segundo a agência Telam, entretanto, uma perícia indicou que a lona não estava rompida e portanto a substância que feriu os jogadores não partiu da torcida. Partiu, segundo essa versão, de dentro do campo. De cor laranja, não coincide com o material usado pela polícia local.  

Pelo menos quatro jogadores do River tiveram lesões de diferentes gravidade na pele e na córnea. O caso mais grave foi o do meia Leonardo Ponzio. Os outros atingidos foram Leonel Vangioni, Ramiro Funes Mori e Matías Kranevitter. Todos passaram de madrugada pelo Instituto de Queimados de Buenos Aires e foram liberados. Suas camisetas, que tinham manchas alaranjadas, foram apreendidas para servir de prova.

Os principais questionamentos foram lançados sobre a rigidez da revista no estádio. Sinalizadores foram lançados e até um drone com uma bandeira com a letra B, em referência ao rebaixamento do River em 2011, sobrevoou o gramado.

Caso se confirme a passagem de fase do River, o primeiro jogo contra o Cruzeiro será no Monumental de Nuñez, em data indefinida. A segunda partida ocorrerá em Belo Horizonte, no Mineirão.

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