Jorge Adorno/Reuters
Jorge Adorno/Reuters

Conmebol deve anunciar nesta quinta data e local da final da Libertadores; Catar é favorito

Doha oferece 52 milhões aos clubes para se tornar sede da polêmica partida

O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2018 | 11h45

Depois de uma reunião na terça-feira que deu respostas vagas sobre a nova data para o segundo jogo da final da Copa Libertadores, nesta quinta-feira a Conmebol se reúne novamente e deve fornecer informações mais precisas sobre a partida entre Boca Juniors e River Plate. No momento, a cidade de Doha, no Catar, aparece como a favorita, segundo o diário argentino Olé.

A principal razão para o jogo ser realizado no Oriente Médio é financeira: Doha teria oferecido muito dinheiro para receber a partida. Segundo o jornal argentino, são 13,5 milhões de dólares (R$ 52 milhões), divididos em 750 mil dólares (R$ 2,9 milhões) para o translado das delegações (40 pessoas cada); 2,5 milhões de dólares (R$9,6 milhões) para o River, pelo prejuízo de não jogar no Monumental e 2 milhões de dólares (R$ 7,7 milhões) ao Boca por danos. 

Além disso, cerca de 7 milhões de dólares R$27 milhões) serão pagos em prêmios, sendo 70% para o campeão - 4,9 milhões (R$18,9 milhões) - e 30% ao vice - 2,1 milhões de dólares (R$8,1 milhões), mais um milhão de dólares (R$3,8 milhões) para o grupo vencedor e 250 mil dólares (R$ 965 mil) para o perdedor. A cidade também reembolsaria os torcedores do River que compraram ingressos para a partida que não foi realizada.

O segundo jogo da final deveria ter acontecido no último sábado, dia 24, no estádio Monumental de Núñez, mas foi adiado após o ônibus do Boca Juniors ser apedrejado por torcedores do River. Estilhaços de vidro das janelas lesionaram os olhos de dois jogadores do time, Pablo Pérez e Gonzalo Lamardo. Após o impasse que durou horas, a partida foi postergada para o dia seguinte, e depois adiada de novo, sem data definida.

A Conmebol e o Boca são patrocinados pela Qatar Airways, empresa de linhas aéreas do país. Outra razão seria a proximidade com Abu Dabi, onde será disputado o Mundial de Clubes, que começa no dia 12 de dezembro.

Há um porém: o Boca pleiteia os pontos da segunda partida na comissão disciplinar da Conmebol, alegando que foi atacado e não teria condições de jogar. O River se defende afirmando que não teve relação direta com o ataque, ocorrido fora do estádio, e deseja disputar o jogo. O veredito deve ser anunciado nesta sexta-feira, e caso seja favorável ao Boca, o time será declarado campeão e não ocorrerá o segundo jogo.

Na terça, 27/11, a Conmebol se reuniu para definir data e local, mas anunciou apenas que o jogo será no dia 8 ou 9 de dezembro, e que não será realizado na Argentina. Por isso, foi necessária uma nova reunião. Diversas cidades se candidataram a receber a partida, além de Doha: São Paulo, Chapecó e Belo Horizonte, no Brasil; Gênova, na Itália; Assunção, no Paraguai; Medellín, na Colômbia, e Nova Orleans, nos Estados Unidos. O primeiro jogo, realizado em La Bombonera, terminou empatado em 2 a 2.

 

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