Jorge Saenz/AP
Jorge Saenz/AP

Conmebol promete auditoria independente na Federação Boliviana

Suspeitas se referem a desvios em amistoso entre Brasil e Bolívia

Estadão Conteúdo

26 de agosto de 2015 | 18h16

O amistoso entre a seleção brasileira e a Bolívia, disputado em abril de 2013 em Santa Cruz de la Sierra, continua gerando suspeitas sobre dirigentes bolivianos. Nesta quarta-feira, o presidente da Conmebol, Juan Ángel Napout, afirmou que uma auditoria independente vai avaliar as contas da Federação Boliviana de Futebol.

"A auditoria será realizada em conjunto com a Fifa e especialistas independentes", disse Napout, em entrevista à Associated Press. A preocupação do dirigente com a atuação da Federação Boliviana se deve às suspeitas de corrupção no contrato do amistoso entre Bolívia e Brasil, partida de caráter beneficente para arrecadar fundos para a família do garoto Kevin Espada, morto em um jogo da Copa Libertadores entre Corinthians e San Jose.

Dirigentes da Federação Boliviana são acusados de desviar a renda que deveria ter sido revertida aos familiares de Kevin. Em julho deste ano, o presidente da entidade boliviana, Carlos Chávez, foi preso sob acusação de corrupção. Então tesoureiro da Conmebol, ele será substituído no cargo por Luis Segura, presidente da Associação de Futebol da Argentina.

Napout revelou também nesta quarta que uma reunião do Comitê Executivo da Conmebol, no dia 10 de outubro, vai avaliar o relatório preliminar elaborado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos sobre o escândalo da Fifa. Dirigentes vinculados à Conmebol, como o ex-presidente da CBF José Maria Marin, foram detidos no dia 27 de maio, em Zurique, na Suíça, em meio à investigação de corrupção no futebol mundial.

"Planejamos fazer grandes reformas na Conmebol, mas precisamos saber a opinião destes advogados antes", declarou o presidente da entidade, antes de ressaltar que todos os contratos investigados pela Justiça americana foram assinados antes de ele assumir oficialmente o cargo, em março deste ano.

No fim de julho, a entidade anunciou a aprovação de medidas para melhorar a gestão e coibir a corrupção. Entre as decisões está a definição de um especialista independente para supervisionar seu novo Programa de Compliance e Aplicação, que vai tornar público salários de dirigentes e balanços da Conmebol e promover políticas anticorrupção.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.