Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Conquista dá força a modelo de gestão inovador e polêmico do Atlético-PR

Rubro-negro foi campeão da Sul-Americana após vencer o Junior Barranquilla nos pênaltis

Renan Cacioli, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2018 | 00h58

Campeão brasileiro de 2001 e segundo maior ganhador paranaense, com 24 taças (contra 38 do Coritiba), o Atlético-PR, enfim, ergueu um troféu internacional. Em momento no qual revitaliza e muda toda a identidade visual, o clube fundado em 1924 espera capitalizar em cima da conquista de diversas formas: do ponto de vista financeiro, graças à gorda premiação pelo título da Copa Sul-Americana, e de afirmação dentro do continente. Um salto de patamar após 94 anos de história?

"Não será para tanto, mas valoriza seu modelo de gestão", acredita Amir Somoggi, especialista em marketing esportivo. "Para clubes como o Atlético-PR, uma competição como a Sul-Americana é fundamental, já que a Libertadores fica cada vez mais difícil em função do orçamento dele ser menor que o de outros clubes e pelo equilíbrio que mantém nos gastos. Mas há as premiações, que melhoraram, e tem a Copa Suruga, que é pouca coisa, mas dá a possibilidade de ir jogar fora", afirma.

Ele se refere à competição que existe desde 2008 e reúne os campeões da Sul-Americana e da Copa J. League, do Japão. A competição é realizada durante o segundo semestre, em agosto, no Japão.

Além dela, o futuro Club Athletico Paranaense vai disputar a Copa Libertadores pela sexta vez na história (participou em 2000, 2002, 2005, 2014 e 2017). Em 2005, foi vice ao perder a final para o São Paulo. Também terá pela frente a Recopa, contra o River Plate, em partidas marcadas para 20 de fevereiro e 6 de março.

Em relação à premiação, o clube vai embolsar US$ 4,4 milhões (cerca de R$ 16,9 milhões). "Do ponto de vista de negócio, a parte esportiva é fundamental que responda à gestão. O Atlético-PR, que figura hoje entre os 15 maiores do Brasil, prova que a gestão tem de caminhar junto com o resultado em campo", analisa Somoggi.

O especialista faz questão de frisar a gestão por classificar o clube paranaense como "mais inovador que os demais". Mesmo que algumas decisões, como a que alterou grafia do nome, escudo, uniforme e mascote, nem sempre sejam bem recebidas de imediato pelos próprios torcedores.

"A decisão de alterar a identidade visual às vésperas da final, do ponto de vista de estratégia de marketing, foi superarriscada. Mas o clube foca no longo prazo", finaliza Somoggi.

 

 

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