Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Estadão Digital
Apenas R$99,90/ano
APENAS R$99,90/ANO APROVEITE
Ivan Storti/ Santos FC
Ivan Storti/ Santos FC

‘Conquista da Libertadores repercute no mundo todo e muda a sua carreira’, diz Elano

Em depoimento ao 'Estadão', campeão em 2011 relembra o tricampeonato do Santos

Fábio Hecico, especial para o Estadão

29 de janeiro de 2021 | 14h00

A importância da conquista da Libertadores é enorme, enriquece o currículo e pode até provocar a mudança de rumo na carreira de qualquer atleta. É uma competição que repercute no mundo todo. Quando conquistei a Libertadores, em 2011, pelo Santos já havia jogado em grandes campeonatos da Europa e até disputado Copa do Mundo. Mas a Libertadores tem um sabor especial, pois você também fica marcado para sempre na história do clube. Foi uma das conquistas mais importantes da minha carreira.

Naquela decisão, foram dois jogos muito equilibrados com o Peñarol. A primeira partida, em que empatamos em Montevidéu, foi uma verdadeira batalha. Na volta, no Pacaembu, a tensão era grande e apenas após os gols, no segundo tempo, é que realmente tivemos uma confiança maior de que levantaríamos a taça. Tenho uma lembrança forte também da nossa corrente, no vestiário, antes da partida. E da grande festa da torcida santista no Pacaembu, o Mar Branco.

Eu já havia participado dos títulos históricos do Brasileirão de 2002 e 2004. A conquista da Libertadores fez com que eu me consolidasse de vez na condição de ídolo da torcida. Foi também um resgate de 2003, quando deixamos escapar o título para o Boca.

Na época o Pacaembu estava lotado, agora será uma final sem torcida. Mas para os jogadores, em si, acho que não ajuda nem atrapalha. A ausência do público acaba sendo ruim pelo lado do espetáculo. Acredito em uma decisão bastante equilibrada. O Palmeiras conta com um elenco fortíssimo, com pelo menos dois grandes jogadores para cada posição. Já o Santos tem como principal característica o contra-ataque em velocidade e foi ganhando confiança pela maneira com que foi avançando pelas etapas. Como será uma final em jogo único, sem possibilidade de reverter eventuais falhas, o título ficará com o time que, no sábado, estiver mais inspirado e errar menos.

O elenco de 2011 era mais cascudo, com alguns jogadores que haviam disputado edições anteriores da Libertadores, Liga dos Campeões e até Copa do Mundo. O elenco atual tem uma média de idade baixa, mas os garotos têm mostrado personalidade. Fico feliz pelo Sandry, que eu lancei no time profissional quando estava na comissão técnica do Santos, e pelo Lucas Braga, que eu levei para disputar o Paulistão do ano passado pela Inter de Limeira. As estrelas são o Marinho e o Soteldo, que fazem uma temporada extraordinária, com muitos gols e assistências. Vale ressaltar o trabalho realizado pelo Cuca, simplesmente espetacular, sabendo extrair o melhor de cada jogador.

Elano, campeão em 2011 com o Santos, atualmente faz curso da CBF pela Licença Pró de treinador para voltar à beira do campo em 2021

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.