Conselheira anticorrupção sai e critica postura da Fifa

Uma conselheira anticorrupção da Fifa deixou o seu cargo, alegando que o órgão máximo do futebol não conseguiu mudar sua cultura depois dos escândalos de suborno e compra de votos. Nesta segunda-feira, Alexandra Wrage, presidente do grupo TRACE, especialista no combate à corrupção, deixou o painel consultivo presidido por Mark Pieth que foi convidado pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, a sugerir reformas. "Continua sendo a sociedade fechada que alimentou os seus problemas", disse.

AE-AP, Agência Estado

22 de abril de 2013 | 12h13

Wrage deixa a equipe de Pieth logo após ele se comprometer a aumentar o seu trabalho na Fifa depois que participou de uma reunião na semana passada na Fifa para decidir estratégias visando o congresso da entidade, marcado para o dia 31 de maio nas ilhas Maurício.

Pieth, que já deu demonstrações de que a relação com Blatter e a Fifa é instável, sugeriu que deveria seguir monitorando a entidade após o seu congresso. O presidente da entidade, porém, deu a entender que o trabalho de Pieth vai se encerrar com a realização do encontro.

No Congresso da Fifa, os países-membros da entidade vão votar uma série de propostas de reforma que foram definidas por Blatter e seu comitê executivo no mês passado. Wrage já havia revelado frustração com a decisão da diretoria da Fifa de rejeitar algumas propostas de modernização, incluindo maior transparência sobre os salários e bônus pagos a Blatter e outros dirigentes do alto escalão.

"O painel fez recomendações que, finalmente, totalizaram nada mais do que o senso comum sobre governança corporativa e melhoras de práticas, mas mesmo essas nunca foram consideradas pela Fifa", disse Wrage, em declaração divulgada pelo seu grupo.

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