Rubens Chiri/Sâo Paulo FC
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Conselheiros cobram explicações de Pinotti sobre ex-gerente demitido do São Paulo

Antes de reunião, Conselho recebeu abaixo-assinado que pede o impeachment do presidente Leco

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2017 | 12h57

A relação do diretor de futebol do São Paulo, Vinicius Pinotti, com o ex-gerente de marketing, Alan Cimerman, foi o principal tema da reunião extraordinária desta terça-feira do Conselho Deliberativo do clube. O encontro aconteceu no Morumbi e Pinotti não estava presente.

Grupo pedirá impeachment de Leco em reunião do Conselho Deliberativo do São Paulo

Membros do órgão querem explicações sobre uma possível ajuda financeira, particular, que Pinotti teria dado entre 2016 e 2017 a Cimerman, demitido do clube neste ano por suspeita de interferência na venda de ingressos para os shows do U2 e do cantor Bruno Mars no Morumbi. O caso é investigado pela Polícia Civil. As "mesadas" foram reveladas pelo Uol.

O Estado apurou que Pinotti deve entregar uma explicação por escrito ao Conselho nos próximos 15 dias. Durante a reunião, o clube anunciou o substituto de Cimerman na gerência do marketing: Edson Lapolla, candidato à presidência derrotado por Juvenal Juvêncio em 2011.

Antes da reunião, um grupo de torcedores e sócios-torcedores protocolaram a entrega de um abaixo-assinado que pede a saída de Carlos Augusto de Barros e Silva da presidência do São Paulo. O movimento, denominado Renova Tricolor, sugere um impeachment ou a renúncia de Leco, e diz ter reunido 10 mil assinaturas para endossar o pedido.

A decisão de levar o pedido adiante cai nas mãos de Marcelo Pupo, presidente do Conselho, que vai analisar o abaixo-assinado e as razões apontadas pelo grupo e, eventualmente, levá-lo ao Conselho de Ética tricolor. O Estado apurou que a presidência do clube não se sente ameaçada pelo pedido, pois considera-o frágil em fundamentação.

Nos bastidores, até oposicionistas de Leco reconhecem que o abaixo-assinado não deve ter maiores implicações do que um efeito moral, de pressão sobre a diretoria, principalmente por decisões recentes, como em compra e venda de atletas. Para eles, o momento do time do Brasileirão - em ascensão e se afastando da zona de rebaixamento - não é favorável para que o pedido ganhe força.

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