Conselheiros do Santos pedem aumento para Luxemburgo

Vanderlei Luxemburgo está em alta no Santos. Um conselheiro do clube sugeriu ao presidente Marcelo Teixeira que conceda ao técnico um aumento de 10% em seu já gosto salário, estimado em R$ 500 mil mensais. A inusitada solicitação, registrada em ata, partiu de Armando Gomes e apoiada pelo colega Ângelo Ramos, na assembléia do Conselho Deliberativo do clube, realizada na segunda-feira à noite.Gomes explicou que, além da boa campanha que o time vem fazendo, o técnico merece o reajuste por ter feito uma limpeza no elenco, dispensando, no início do ano passado, os atacantes Luizão e Cláudio Pitbull e o meia Giovanni, todos com altos salários. "São mais de R$ 700 mil mensais que deixaram de ser gastos, e o time está na liderança do Paulista e vai bem na Libertadores", disse o conselheiro, que aproveitou para alfinetar um ex-técnico do clube e o arqui-rival Corinthians. "Ao contrário do que Leão fez no outro clube, mandando Tevez, Mascherano e Carlos Alberto embora."Curiosamente, o principal item da pauta era a penúria financeira na Vila Belmiro. Teixeira foi chamado a explicar onde foram parar os quase R$ 150 milhões apurados com as transferências de Robinho, Diego, Elano, Alex e outros jogadores da geração campeã brasileira em 2002, e confirmasse ou desmentisse supostas dívidas bancárias."O Santos hoje não é banco. O que o torcedor quer? Dinheiro em caixa ou títulos? Se quiserem, vendo dois ou três jogadores e ponho dinheiro em caixa. Mas nossa preocupação é manter o orgulho de ser santista e não podemos retroceder", defendeu-se o dirigente. "E quem foi que conseguiu o superávit de R$ 60 milhões em 2005?"Teixeira aproveitou para desmentir que o clube tenha pedido à Federação Paulista de Futebol (FPF) a antecipação de cotas referentes aos direitos de TV, mas admitiu as dificuldades financeiras, principalmente depois que terminaram os contratos de publicidade na camisa do time - a equipe da Baixada Santista perdeu os patrocínios da Panasonic, na frente e nas costas, e da empresa de cosméticos Muriel, nas mangas.O presidente disse ainda que, na prestação de contas do exercício de 2006, estarão explicados minuciosamente onde foram aplicados os recursos do clube, e citou que jogadores podem ser negociados no meio do ano, após a Libertadores, para dar um refresco ao cofre do Santos. "Como todos os clubes fazem", ressaltou Teixeira.

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