Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Conselho do Corinthians aprova contas de 2018 apesar do déficit

Reunião foi realizada na noite desta segunda-feira no Parque São Jorge

João Prata, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2019 | 22h53

O Corinthians teve aprovada as contas de 2018 em reunião do Conselho Deliberativo na noite desta segunda-feira. A ampla maioria foi favorável aos gastos do clube que culminaram com déficit de R$ 18,7 milhões no ano - sem contar o prejuízo com a arena que foi de quase R$ 21 milhões.

A conta diminuiu nos últimos meses graças as negociações de jogadores como Balbuena, Rodriguinho e Maycon, que entraram na conta do clube. No entanto, a falta de um patrocinador master não permitiu que fechasse no azul.

O Movimento Corinthians Grande, que faz oposição a atual gestão, publicou domingo nas redes sociais manifesto contrário a administração. Eles questionam especialmente  a falta de transparência nas contas da arena e o gasto excessivo na contratação de jogadores reservas. Os 47 conselheiros da oposição presentes na reunião votaram contra.

"O Araos (R$ 20,6 milhões), Richard (R$ 9,8 mi), além das aquisições de parcelas de Juninho Capixaba (R$ 6 mi), Mateus Vital (5,5 mi), Marllon (R$ 2,3 mi) e Fessin (R$ 2 mi)", escreveu em seu Twitter.

No balanço de 2019 planejado pela atual gestão, a expectativa é fechar a atual temporada no azul em R$ 650 mil. Os valores não contam os gastos com a arena. Vale lembrar que neste ano o clube fechou com um patrocinador master, o BMG, por R$ 12 milhões e outros seis anunciantes para o uniforme que devem render o total de R$ 40 milhões ao clube. Isso sem contar a parceria com a Nike, que é a fornecedora de material esportivo. 

Sobre o estádio, em fevereiro, o presidente Andrés Sanchez atualizou as dívidas do Corinthians com a Caixa e com a prefeitura. "O Corinthians deve realmente R$ 400 milhões, na época pré-Copa para Caixa e BNDES. Hoje está na faixa dos R$ 480 milhões (corrigidos por juros). E pela prefeitura ter demorado para liberação dos CIDs (de R$ 400 milhões), tudo isso acarretou quase R$ 200 milhões a mais de dívida", disse ao BandSports. 

Ou seja, de acordo com o mandatário na ocasião, são cerca de R$ 280 milhões a mais somente em juros do que estava programado para ser pago. O CID é um programa de incentivo fiscal da cidade de São Paulo. A prefeitura emite títulos e o fundo que administra a arena vende para pessoas físicas e jurídicas, que abatem do seu imposto de renda. A atual gestão municipal dividiu esse valor em parcelas anuais até 2023.

Em 2017, a Prefeitura repassou R$ 40 milhões ao fundo. O valor seria o mesmo para 2018, mas o vereador Eduardo Tuma (PSDB) conseguiu o aumento para R$ 45 milhões no final do ano passado. Hou ainda acréscimo de R$ 5 milhões. ou seja, R$ 50 milhões no total. A expectativa para 2019 é que entre mais R$ 40 milhões via CID para o pagamento do estádio. 

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