Conselho Gestor do Guarani é extinto

O sonho de mudar os rumos do Guarani acabou para os cinco membros que compunham o Conselho Gestor, criado há 81 dias para auxiliar o presidente José Luiz Lourencetti a tirar o clube do fundo do poço. Depois de inúmeras divergências entre as partes, a crise estourou nesta terça-feira, antes mesmo de uma reunião do conselho deliberativo. Ao mesmo tempo em que renunciaram às suas funções, a reunião entre conselheiros era esvaziada pelo grupo do presidente.Deixaram o grupo o vice-presidente de finanças, Luiz Alberto Ferrari, o vice-presidente administrativo, José Carlos Meloni Sícoli, além de Carlos Corrêa, Álvaro Negrão e Valdemir de Paulo. Segundo o conselho, existem divergências de ordens conceitual, administrativa, financeira, jurídica e sobre o time, com o presidente que ocupa o cargo desde 1999. A crise se agravou após uma auditoria realizada por empresa especializada que levantou mais de 80 irregularidades nas áreas contábil e financeira.O presidente se defende, alegando que houve precipitação na divulgação pública de informações que deveriam ser restritas ao ambiente do clube. Foi o que ele expôs aos conselheiros. "Infelizmente tudo isso afeta o rendimento do trabalho do time", comentou o presidente garantindo que continuar no clube até o final de seu mandato, em dezembro de 2007. "É um desafio", afirma Lourencetti que garante ser apenas passageiro no Guarani, de 94 anos de história. Mesmo pressionado por conselheiros e ameaçado por torcedores, ele garante que não vai sair. "Não sou covarde", diz.

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