Kevin C. Cox/AFP
Kevin C. Cox/AFP

Conselho vota pelo fim da obrigatoriedade de ficar em pé no hino para times dos EUA

Norma foi instaurada após protesto de Megan Rapinoe em apoio a Colin Kaepernick, em 2016

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2021 | 21h38

O Conselho da Federação de Futebol dos Estados Unidos decidiu, neste sábado, pelo fim da obrigatoriedade a atletas de permanecerem em pé durante o hino do país em partidas em que estejam representando a entidade. A norma, que valia desde 2017, dizia que jogadores de futebol deviam "ficar de pé respeitosamente" durante a execução do mesmo. 

A votação para revogar o então Decreto 604-1 teve 71,34%. A obrigatoriedade imposta aos jogadores norte-americano já havia sido alvo de discussão antes. Em junho de 2020, esta norma foi revogada por um Conselho de diretores da Federação. Porém, para concretizar este cancelamento, ainda era preciso do plebiscito do Conselho de eleitores de todo os EUA, que inclui jovens, adultos amadores, e constituintes profissionais, assim como o conselho de atletas.

Originalmente, a medida foi tomada em resposta a Megan Rapinoe, jogadora da seleção feminina norte-americana de futebol. Ela se ajoelhou durante o hino nacional em 2016 antes de uma partida contra o time nacional da Tailândia. O ato ocorreu em apoio a Colin Kaepernick, quarterback que se abaixou durante um jogo da NFL em protesto à desigualdade racial. A própria Rapinoe já se ajoelhou diversas vezes defendendo o time Seattle Reign, hoje conhecido como OL Reign. Desde que o decreto entrou em vigor, a atleta disse que iria respeitá-lo e assim o fez.

No entanto, em maio de 2020, a morte de George Floyd, um homem negro, pelas mãos de um policial branco, gerou uma série de protestos nos Estados Unidos e no mundo todo, reacendendo as bandeiras levantadas por Kaepernick e Rapinoe. Diversas personalidades do esporte e de outros segmentos adotaram o "símbolo" de se ajoelhar - incluindo policiais - o que levou à Federação a reconsiderar a sua regra.

A reunião deste sábado, feita virtualmente devido à pandemia de coronavírus, contou com mais representantes do que qualquer outra da agenda. A maioria dos comentários foram contrários ao decreto anteriormente estabelecido.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.