Consenso no Santos: quarto gol no clássico matou o time

Jogadores e técnico acreditam que jogaram no nível do Palmeiras; Cuca nega briga Molina e Kleber Pereira

Redação

24 de julho de 2008 | 23h31

O Santos só perdeu porque tomou o quarto gol do Palmeiras ainda no primeiro tempo do clássico. "O primeiro tempo determinou muito o resultado da partida", diz Adriano. Simples assim, este é o principal motivo que os jogadores e o técnico Cuca apontam para a derrota por 4 a 2 que deixa o time alvinegro em penúltimo lugar no Brasileirão. Um discurso numa tentativa de evitar que a crise na Vila Belmiro aumente após a sétima derrota.Veja também: Palmeiras derrota o Santos por 4 a 2 no Palestra Itália"No jogo não vi muita diferença [entre os dois times], só o Palmeiras foi um pouquinho melhor no primeiro tempo. O que matou o time não foi terceiro, mas o quarto gol. Se virasse 3 a 2, eu dava uma mexidinha e uma animada no time. Foi horrível, ruim, tomar os gols e perder. Mas tenho certeza de que se virasse 3 a 2 ganharíamos o jogo", disse o técnico, na entrevista coletiva no vestiário. "Se for ver, tomamos quatro gols na bola parada, em contra-ataque, bem batidas pelo Leandro. A equipe teve reação, mas tomamos o quarto gol. Não desistimos em nenhum momento de tentar ganhar", reforça o lateral-esquerdo Kleber. Cuca ainda tentou apaziguar o problema envolvendo o meio-campista Molina e o atacante Kleber Pereira. Os dois discutiram no vestiário no intervalo da partida e o colombiano não voltou para o segundo tempo. "Não houve briga entre Molina e Kleber Pereira... Um descontentamento, talvez, mas nada mais grave. Estamos num momento onde acham que uma discussão é algo maior". Por indicar que precisa motivar seus jovens jogadores, Cuca repetiu várias vezes, por mais que lhe fosse perguntado e das mais variadas formas, se o goleiro Felipe ou outro jogador teve responsabilidade pela derrota. "Não adianta entrar nesse de alguém tem culpa. Eles [o time do Palmeiras] se fecharam bem e mereceram a vitória". Felipe foi direto e rápido em sua defesa. "Nesta hora não temos que achar culpados, temos de trabalhar para recuperar o time no campeonato". Cuca emendou: "Lógico que se a gente tem o Fábio Costa encorpa muito mais, mas este tipo de bola [os cruzamentos de Leandro] o goleiro espera que alguém dê uma casquinha. Ele é menino, bom goleiro, vai dar a volta por cima".SEM DEMISSÃOOutro assunto que o técnico teve de responder mais uma vez foi sobre sua possível saída. Ele não foi direto sobre até quando fica. O certo é que não pede demissão agora. "O ser humano não tem limite [sobre prazo de permanência]. Quem nos dá limite é Deus. Sempre que perdemos um jogo não adianta vir aqui sair. Temos de trabalhar. Sou um profissional do futebol. Hoje estou no Santos e sempre procuro dar meu máximo". A única reclamação foi sobre sua expulsão de campo, no segundo tempo, pelo árbitro José Henrique de Carvalho. "Pelo que teve no jogo, ele podia dar dez minutos de acréscimo, podia ter tido um pouco mais de paciência para me expulsar, mas tudo bem".INCENTIVOAntes da partida, o time assistiu a uma palestra do ex-jogador de basquete Oscar, da seleção brasileira. "Foi maravilhosa [a palestra] a nível de vida. Quem sabe ganhamos no domingo pelo que vimos lá?", é o que deseja Cuca.

Tudo o que sabemos sobre:
Santos FCCucaBrasileirão Série A

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.