AgBapress/Divulgação
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Consórcio da Fonte Nova se diz supreendido com decisão do Bahia

Administrador afirma que haveria nova rodada de negociações

TIAGO DÉCIMO, Estadão Conteúdo

30 Março 2015 | 20h13

A Fonte Nova Negócios e Participações (FNP), administradora da Arena Fonte Nova, disse ter sido "surpreendida" pela direção do Bahia, que anunciou, na tarde desta segunda-feira, que voltaria a mandar seus jogos no estádio de Pituaçu, após não ter chegado um acordo para a renovação do contrato com a Arena.

Em nota, o consórcio alegou que, na última sexta-feira, "ficou acordado entre as partes que haveria mais uma rodada de negociações, após ambos terem apresentado propostas" e que "durante todo o período das conversas, a empresa respeitou o processo natural de discussão e análise das propostas apresentadas". O texto também ressalta que o consórcio não tornou público "o conteúdo das negociações" entre as partes.

"O que mais surpreende a diretoria da FNP é que em nenhum momento o clube informou sobre tal posição, optando por fazê-lo através da imprensa", diz a nota. "Reiteramos nossa disposição em manter o diálogo, analisando todas as possibilidades até que cheguemos a um acordo que seja bom para ambas as partes."

OUTRO LADO

Mais cedo, o Bahia anunciou que não chegou a um acordo para renovar contrato com o consórcio responsável pela arena e vai voltar a mandar jogos em Pituaçu a partir do dia 7 de abril.

"A Fonte Nova é, sem dúvida, a casa de todos nós, tricolores. Durante quase quatro meses, a atual diretoria executiva negociou a renovação do contrato com o consórcio responsável pela administração da Arena. Procurou valorizar a ''Torcida de Ouro''. Tentou transformar a Arena em nosso caldeirão. Sem sucesso. O Bahia, apesar das conversas, não recebeu uma única proposta na qual a torcida e o clube fossem valorizados", alegou a diretoria do Bahia.

Em nota, o clube disse que "entende as dificuldades do consórcio e respeita a postura da Fonte Nova Negócios e Participações, mas que "tem a obrigação de defender os interesses" do clube e dos torcedores. O Bahia ressalta que pode fechar os olhos diante dos "repetidos problemas e da falta de soluções".

Em fevereiro, o Bahia teve que jogar uma partida em Pituaçu porque a Fonte Nova estava alugada para uma formatura. O contrato com o consórcio (formado por OAS/Odebrecht e Governo do Estado), porém, proíbe que o Governo ceda Pituaçu em uma data em que a Fonte Nova está disponível, obrigando o Bahia a jogar no estádio maior mesmo em partidas com menor expectativa de público.

"Para nós, tricolores, estádio, futebol e Bahia não são matemática financeira. São nossa vida, nosso orgulho, nosso amor", escreveu a diretoria do Bahia, avisando que a partir do dia 7 de abril, quando encerra o contrato com o consórcio, vai voltar a mandar seus jogos no estádio do Pituaçu, reformado pelo governo do Estado para ser usado durante as obras da Fonte Nova.

A diretoria tricolor, entretanto, deixou claro que pode voltar à Fonte Nova. "O Bahia continua disposto a negociar para jogar na Arena Fonte Nova, desde que o consórcio valorize, trate bem e respeite a torcida tricolor."

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