REUTERS/Lucy Nicholson
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Chelsea confirma sua venda para consórcio liderado por dono do Los Angeles Dodgers

Clube de Londres anunciou na noite desta sexta-feira que o acordo foi selado e agora passará por todos os trâmites burocráticas para sua aprovação; valor da venda é de aproximadamente R$ 26,6 bilhões

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2022 | 21h12
Atualizado 06 de maio de 2022 | 22h45

O Chelsea será adquirido pelo consórcio liderado pelo empresário americano Todd Boehly, dono do time de beisebol Los Angeles Dodgers. A informação foi dada inicialmente pelo jornal britânico The Telegraph, na noite desta sexta-feira. Poucas horas depois, o clube se manifestou e confirmou a negociação.

Segundo o clube londrino, as negociações totalizam um acordo por 4,25 bilhões de libras, algo equivalente a R$ 26,6 bilhões. A proposta conta com o apoio financeiro da Clearlake Capital. Mark Walter, presidente da franquia de beisebol, e o empresário suíço Hansjörg Wyss também estão envolvidos no negócio.

Os trâmites burocráticos agora passam a uma nova fase. De acordo com o Chelsea, a venda precisa de um aval do governo britânico, dado o congelamento de contas do clube instituído pelo país após o início da guerra entre Rússia e Ucrânia.

"Do investimento total feito, 2,5 bilhões de libras serão aplicadas para comprar as ações do clube. Esses recursos serão depositados em uma conta bancária congelada no Reino Unido com a intenção de doar 100% para causas de caridade, conforme confirmado por Roman Abramovich. A aprovação do governo britânico será necessária para que os recursos sejam transferidos da conta bancária congelada do Reino Unido", escreveu o Chelsea em nota.

Os demais valores (1,75 bilhões de libras) serão usados para investimentos no Chelsea, nas categorias de base, estádio Stamford Bridge e time feminino. Além disso, parte do dinheiro deve ser destinado ao financiamento da Fundação Chelsea.

O acerto deve ser formalizado até o fim de maio, que coincide com a licença especial pela qual o clube está operando neste momento, após permissão concedida pelo governo britânico. A licença expira no dia 31 de maio, o que acelerou as negociações e tirou concorrentes de Boehly do páreo nas últimas semanas.

O clube inglês pertence atualmente ao oligarca russo Roman Abramovich, que está na mira do governo britânico para sofrer sanções por conta das suas ligações com o presidente Vladimir Putin. Abramovich decidiu vender o clube assim que as tropas russas invadiram a Ucrânia, no fim de fevereiro.

OUTROS INTERESSADOS

Desde então, especulações e interessados no clube inglês ofuscaram o noticiário esportivo e os resultados do time dentro de campo. Até celebridades de outras modalidades, como Lewis Hamilton, entraram na disputa. O piloto britânico, torcedor declarado do Arsenal, se juntou ao consórcio liderado pelo empresário Martin Broughton para tentar comprar o Chelsea.

Outra proposta envolveu o brasileiro Eduardo Saverin, cofundador do Facebook. Ele entrou no grupo liderado por Steve Pagliuca, bilionário do setor de private equity, e que conta ainda com o canadense Larry Tanenbaum, presidente da NBA, e o fundador do fundo Passport Capital, John Burbank.

Havia ainda um consórcio formado pelo presidente da British Airways, Martin Broughton, e o presidente da World Athletics (antiga IAAF), Sebastian Coe. Há poucas semanas, a oferta encabeçada pelos proprietários do Chicago Cubs, importante equipe de beisebol dos Estados Unidos, desistiram formalmente da disputa. A proposta dos Cubs tinha o presidente da equipe, Tom Ricketts, à frente, e o grupo contava com a participação dos investidores americanos Ken Griffin e Dan Gilbert.

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