Construtora diz buscar 'entendimento' com o Palmeiras

Depois das fortes declarações dos dois lados veiculadas pela imprensa, esquentando a mais recente polêmica sobre a Allianz Parque, a construtora WTorre divulgou um comunicado no começo da noite desta terça-feira para se posicionar sobre o caso. E disse que busca o "entendimento" com o Palmeiras na exploração e utilização do novo estádio palmeirense.

AE, Agência Estado

22 de outubro de 2013 | 19h29

A mais recente polêmica envolve os direitos de comercialização das cadeiras do novo estádio - as obras da arena palmeirense devem ser concluídas no segundo trimestre do ano que vem. O Palmeiras entende que a WTorre teria direito a apenas 10 mil lugares, enquanto a construtora defende que é a responsável por vender todos os 45 mil assentos da Allianz Parque.

Em entrevista coletiva na tarde desta terça-feira, o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, rebateu declarações recentes do dono da construtora, Walter Torre, e prometeu lutar pelos interesses palmeirenses. Divulgado logo depois, o comunicado da Wtorre sustenta que o clube quer mudar o que já foi acordado e defende que o contrato entre as duas partes, com validade de 30 anos, seja cumprido.

"O que a nova diretoria do clube pretende é alterar o que já está contratado faz muito tempo", diz o comunicado da construtora. "A WTorre tem feito todos os esforços para buscar o entendimento com a atual diretoria do clube, a mesma postura que sempre adotou na relação com o Palmeiras. Garantir a observação dos direitos e dos interesses do clube é uma premissa da empresa, pois entende que somente dessa forma será possível preservar uma relação de 30 anos. O objetivo imediato é assegurar a finalização do projeto e a concretização dos benefícios previstos no plano de negócios para todas as partes."

Na mesma nota oficial, a construtora ainda listou os benefícios que o Palmeiras tem no negócio firmado entre eles: zero de dívida e zero de investimento; novas instalações para o clube social já entregues; manutenção de 100% da receita de bilheteria dos jogos do clube; participação em todas as receitas da arena, em percentuais crescentes sobre a receita líquida; e nenhum período de carência (o Palmeiras começa a receber desde o primeiro dia de funcionamento da arena). E ainda fez a ressalva de que "na prática, todo o risco do empreendimento é da WTorre. O clube não corre risco sobre a operação".

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