Contador do Vasco se complica na CPI

Durante o depoimento do contador do Vasco da Gama, Vanderlei Doring, na CPI do Futebol, os senadores constataram algumas contradições, entre elas o exercício da função de contar, a partir de 1982, quando Doring afirma haver cancelado o seu registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC) para exercer a função de fiscal de renda no Estado do Rio de Janeiro.Em quatro documentos aparecem assinaturas de Doring, como contador. Na ata da reunião do Conselho Deliberativo do Clube de Regatas Vasco da Gama, realizada em 04/10/99, o atual presidente do clube, deputado Eurico Miranda (PPB-RJ) afirmar que "o contador Vanderlei Doring o informou que o conselheiro Hércules (Santana) o procurou para saber por que o Vasco não recolhia determinado imposto". Na mesma ata consta ainda que "o conselheiro Hércules, novamente na tribuna, afirmou que não falou com o contador Vanderlei Doring". O detalhe constatado na CPI é que a ata foi lavrada pelo advogado Silvio Godoi, que hoje advoga para Doring.O segundo documento em que Vanderlei Doring aparece como contador do Vasco da Gama é a errada anexa ao Balanço Patrimonial do clube, relativo ao ano de 1998, onde consta sua assinatura como contador-geral do Vasco.O terceiro documento é o relatório da reunião do Conselho Deliberativo do Vasco, em 05 de janeiro de 1994, no qual consta que "o presidente da Diretoria Administrativa reiterou suas instruções ao contador do clube para colocar à disposição do conselho toda a documentação contábil, inclusive extratos e documentos extra-caixa . Estiveram presentes à reunião, o contador do clube, sr. Vanderlei Guilherme Doring" . Finalmente, aparece na cópia do balanço patrimonial do vasco, de 1996, a assinatura de Doring como contador-geral e contador, respectivamente às páginas 5 e 8.

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