Arquivo/AE
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Contas de Marcelo Teixeira serão investigadas no Santos

Conselho Deliberativo não aceitou os esclarecimentos do ex-presidente sobre a dívida de R$ 177 referente a venda de Tabata

Sanches Filho, Agência Estado

13 de abril de 2010 | 17h17

O Conselho Deliberativo do Santos não aceitou os esclarecimentos do ex-presidente Marcelo Teixeira sobre a dívida de R$ 177 milhões, a parceria com o Grupo DIS e a venda do jogador Rodrigo Tabata ao futebol turco. Assim, votou novamente pela reprovação das contas do exercício de 2009.

O resultado foi de 146 votos pela não aprovação das contas, 34 pela aprovação, dois brancos e um nulo. Agora, o assunto será passado para a Comissão de Inquérito e Sindicância, que aprofundará o levantamento sobre as irregularidades apontadas.

Os trabalhos, no entanto, não têm prazo para serem concluídos. Os primeiros pontos a serem atacados devem ser o imposto de renda retido na fonte e não recolhido à Receita Federal, outros tributos atrasados além do FGTS (Fundo de Garantia Por Tempo de Serviço). Todas as questões serão devidamente esclarecidas, respeitando o direito de defesa do ex-presidente e dos demais integrantes que possam ser envolvidos.

Após a conclusão da fase de investigação, o relatório da Comissão de Inquérito e Sindicância será enviado à mesa do Conselho Deliberativo, que convocará assembleia pública extraordinária para votar a matéria. Teixeira poderá ser responsabilizado cível e criminalmente.

Conselheiros da situação não descartam nem mesmo a possibilidade do ex-presidente ser cassado no Conselho Deliberativo e ser excluído do quadro associativo, a exemplo do ocorrido com Alberto Dualib no Corinthians.

Em carta aberta aos conselheiros distribuída na entrada social do clube na noite de segunda-feira, o ex-presidente pedia para que a votação não fosse política. "Nunca deixei de esclarecer dúvidas lançadas em face da minha gestão. Entretanto, foi por meio da imprensa que tomei conhecimento de que existem questionamentos sobre a minha administração, o que, sem dúvida, tem o condão de ilustrar, lamentavelmente, o incrível viés político que foi dado ao presente processo de deliberação sobre as contas de 2009", afirmou Teixeira, num trecho do documento.

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