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Contra a dengue, São Paulo apela para repelente em Rio Claro

Surto da doença no interior leva time a adotar estratégia inédita

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

27 de fevereiro de 2015 | 11h26

A epidemia de dengue na cidade de Rio Claro, no interior paulista, faz a comissão técnica do São Paulo adotar uma estratégia inédita para o jogo entre as equipes no próximo domingo, pelo Campeonato Paulista. Os jogadores usarão repelente para entrar em campo às 16 horas e tentar evitar o risco de picada do mosquito transmissor da doença no município em que cerca de 700 casos já foram confirmados - até uma morte já foi registrada.

"O ideal seria nem ter o jogo, mas o jeito será adotar a única forma de prevenção, que é o repelente", disse nesta sexta-feira o médico do São Paulo, José Sanches. "Não temos saída. Nunca precisamos enfrentar essa situação extrema e mesmo usando o repelente, não evita totalmente a doença. Apenas minimiza o risco", comentou. A preocupação do clube é perder jogadores importantes para uma sequência de jogos importantes, contra Corinthians, pelo Campeonato Paulista, no outro domingo.

A epidemia da doença já atingiu até mesmo o adversário do São Paulo no domingo. O Rio Claro teve quatro jogadores com a doença e o time de basquete da cidade teve outros seis. A região do estádio Doutor Augusto Schmidt Filho, onde será realizado o jogo, é uma mais críticas da cidade de 198 mil habitantes. Nesta semana a prefeitura organizou um mutirão pelo bairro para retirar 60 toneladas de entulhos e lixo que poderia acumular água e virar o foco da doença.

Como o mosquito transmissor da dengue costuma atacar durante o dia, o horário do jogo, às 16 horas, é de grande risco. "É um problema de saúde pública e que nós não temos como resolver. Não existe vacina para a doença", comentou o médico. Será a primeira vez que o time entrará em campo com repelente.

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