Khaled Elfiqi /EFE
Khaled Elfiqi /EFE

Contra Arábia Saudita, Uruguai busca 3ª classificação seguida às oitavas

Seleção uruguaia se garante na próxima fase com um empate nesta quarta-feira, em Rostov

O Estado de S.Paulo

20 Junho 2018 | 00h00

O Uruguai encara a Arábia Saudita nesta quarta-feira, às 12 horas (de Brasília), em Rostov, pelo Grupo A, em busca da vitória para garantir a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo pela terceira vez seguida. As equipes vivem momentos distintos. Os uruguaios embalados pelo triunfo diante do Egito na estreia, por 1 a 0. E os sauditas destroçados pela goleada sofrida para a Rússia, por 5 a 0.

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Ao que tudo indica, a primeira meta da seleção celeste na Rússia deve ser alcançada sem dificuldade. Conquistados os três pontos e a vaga à próxima fase assegurada - como ocorreu em 2010 e 2014 -, as missões seguintes dos sul-americanos começam a ficar complicadas. Os possíveis adversários são Espanha e Portugal, que disputam o Grupo B.

O objetivo final, porém, de conquistar o tricampeonato mundial é um sonho distante. Desde os títulos de 1930 e 1950, o Uruguai almeja levantar a Copa novamente, mas sempre sem sucesso. Nunca mais chegaram em uma final. No máximo, à fase semifinal, nos torneios de 1954, 1970 e 2010 - foi quarta colocada nas três ocasiões.

Para mudar esse paradigma e entrar no rol de temidos países do futebol contemporâneo, os sul-americanos têm alterado a maneira de pensar o jogo. Não basta apenas a tradicional garra uruguaia, com força física, disposição tática e defesa sólida, para superar os adversários. É preciso mais do que isso. E o ingrediente que coloca tempero nessa energia é a técnica.

 

Os jovens jogadores uruguaios estão mais acostumados com o futebol europeu, de mais posse de bola e troca de passes no meio-campo para envolver os rivais. Bola no chão, mas sem deixar de lado a dedicação, naturalmente incorporada ao jogador que veste a camisa celeste.

Uma boa vitória diante dos sauditas ajuda na confiança para a sequência do torneio. Com a mentalidade fortalecida, Muslera, Gimenez, Godín, Bentancur, Cavani e Suárez crescem dentro de campo e viram osso duro de roer. Suárez, por sua vez, tem motivação a mais para correr pelos três pontos. Vai ser o sexto jogador a atuar pela seleção de seu país em 100 partidas. Em 99 partidas até aqui, marcou 51 gols.

Ainda que tudo leve a mais uma vitória, o técnico Oscar Tabárez prega cautela, pés no chão e humildade. "Esperamos uma partida dura. Temos que estar preparados para tudo no futebol", advertiu o comandante, no alto de sua experiência em quatro Copas pelo Uruguai.

Na Arábia Saudita, a expectativa é de reacender suas próprias esperanças. Visa se recuperar dentro do torneio, pois uma vitória daria sobrevida aos sauditas para buscar a classificação diante do Egito na última rodada da primeira fase.

E, se ocorrer de fato, o triunfo será histórico. A equipe não vence uma partida de Copa do Mundo desde 1994, quando bateu a Bélgica no terceiro jogo da fase de grupos e se classificou às oitavas. Debutante em Mundiais, perdeu no mata-mata para a Suécia por 3 a 1.

Na competição seguinte, em 1998, duas derrotas e um empate. Em 2002, mais três resultados negativos, um deles o inesquecível por 8 a 0 para a Alemanha. Em 2006, mais dois reveses e um empate. Ficou fora de 2010 e 2014 para voltar neste ano, com mais uma derrota até aqui. Um tabu de 11 partidas sem vitória.

A seleção saudita quer apagar tanto a goleada sofrida para a Rússia na estreia do atual torneio quanto pôr fim ao jejum. O confronto com o Uruguai serve para "mudar a imagem que deixamos", como ressaltou o técnico Juan Antonio Pizzi.

Com um time formado por todos os 23 jogadores de cinco clubes do país, o treinador prometeu atacar e surpreender os sul-americanos. "Precisamos mostrar nossa habilidade individual, temos esta possibilidade", destacou.

 

 

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