Manan Vatsyayana/AFP
Manan Vatsyayana/AFP

Contra Austrália, Dinamarca quer manter boa fase e ficar perto da vaga

Após derrotar o Peru, dinamarqueses buscam segunda vitória para se aproximar das oitavas de final

O Estado de S.Paulo

21 Junho 2018 | 00h00

A Dinamarca busca contra a Austrália a sua segunda vitória no Grupo C da Copa do Mundo da Rússia, nesta quinta-feira, às 9 horas (de Brasília), na Arena Samara. Os três pontos são fundamentais para a classificação dos europeus para as oitavas de final, após o triunfo sobre o Peru por 1 a 0. Já os australianos querem se recuperar da derrota na estreia, por 2 a 1, apesar de terem jogado bem contra a poderosa França.

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O confronto é inédito entre as seleções, mas não entre os técnicos Age Hareide, da Dinamarca, e Bert Van Marwijk, da Austrália. Eles estiveram frente a frente à beira do campo em 2008, quando comandavam seus países de origem pelas Eliminatórias Europeias para a Copa de 2010 - Hareide na Noruega e Van Marwijk na Holanda. Melhor para o holandês, que venceu por 1 a 0, ainda na fase inicial da competição.

Desta vez é jogo de Copa do Mundo. E Age Hareide quer dar o troco. Para isso, conta com a boa fase da Dinamarca, que está invicta há 16 jogos - desde a derrota para Montenegro por 1 a 0, em outubro de 2016. De lá para cá, são nove vitórias e sete empates. A defesa não toma gol há cinco partidas.

Apesar do retrospecto favorável, o técnico prega atenção total, pois na estreia contra o Peru sofreu pressão. "Eles criaram muitas chances contra nós e, se o Peru conseguiu, a Austrália também pode conseguir. Portanto, devemos estar totalmente focados", analisou Age Hareide.

 

O ponto negativo dos dinamarqueses é a ausência do volante William Kvist, que quebrou duas costelas no duelo diante dos peruanos e foi cortado da seleção. Sem ele, é difícil que a equipe mantenha o equilíbrio no meio de campo.

A baixa deixa o atual elenco ainda mais longe de apresentar um futebol surpreendente, como o da Copa do Mundo de 1986, a primeira do país. Há 32 anos, a Dinamarca atropelou os três adversários da fase inicial: Escócia (1 a 0), Alemanha (2 a 0) e Uruguai (6 a 1), com atuações de gala da dupla Michael Laudrup e Elkjaer. Surpreendeu o mundo e ganhou o apelido de "Dinamáquina". Cairia nas oitavas para a Espanha, em inesperada goleada por 5 a 1.

Depois disso, jogaram mais três Mundiais. Em 1998, foram despachados pelo Brasil nas quartas de final (3 a 2). Em 2002, foram eliminados pela Inglaterra nas oitavas (3 a 0). E em 2010 foram embora na primeira fase.

Já a Austrália escreve a sua história na quinta participação em Copas com o apoio dos torcedores, que serão maioria na Arena Samara. Os fãs australianos encheram as redes sociais dos jogadores de mensagens de apoio após a derrota na estreia para a França, que só garantiu a vitória aos 34 minutos do segundo tempo, em gol contra do lateral-esquerdo Behich.

O bom desempenho mantém a esperança do país da Oceania. "Quando a gente vê essa partida, dá confiança para o resto do torneio", comentou Bert Van Marwijk.

A vitória é essencial para manter vivas as chances de classificação da Austrália para as oitavas de final, como ocorreu em 2006. No mata-mata da Alemanha, porém, foi eliminada para a Itália por 1 a 0. Em 1974, 2010 e 2014, caiu na fase de grupos.

Para obter os três pontos tão desejados, os australianos terão de furar a sólida defesa dinamarquesa. O desafio estará a cargo dos atacantes Tomi Juric e Mathew Leckie. O experiente Tim Cahill deve permanecer no banco de reservas. O jogador de 38 anos vive expectativa de marcar no Mundial da Rússia e entrar para a história ao se igualar a Pelé, aos alemães Uwe Seeler e Miroslav Klose e, agora, ao português Cristiano Ronaldo como os únicos a balançar as redes em quatro Copas diferentes.

Portanto, Dinamarca e Austrália fazem um confronto que a princípio pode parecer despretensioso, mas deve se intenso e, com sorte, pode entrar para a história dos Mundiais.

 

 

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