Khaled Elfiqi/EFE
Khaled Elfiqi/EFE

Contra Islândia, Croácia busca feito alcançado por seleto grupo

Croatas pode fechar primeira fase com três vitórias e sem sofrer gols, igualando façanha de Brasil, Itália, Argentina e Uruguai

Beto Silva, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

26 Junho 2018 | 05h00

No dia 1.º de dezembro do ano passado, quando foram sorteados os grupos e os confrontos da primeira fase da Copa do Mundo da Rússia, ninguém imaginava que Croácia e Islândia, seleções de pouca expressão e sem tradição no torneio, disputariam uma partida que pode entrar para a história dos Mundiais. O jogo desta terça-feira, às 15 horas, na Arena Rostov, em Rostov, arremata a terceira rodada do Grupo D, um dos mais empolgantes da competição, em que um time já está classificado (Croácia) e os outros três ainda brigam para avançar de fase (Islândia, Nigéria e Argentina).

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De um lado, os croatas querem entrar para o seleto grupo de equipes que venceram os três jogos da primeira fase sem tomar gols. Esse feito foi alcançado anteriormente apenas pelo Brasil, em 1986, Itália, em 1990, Argentina, em 1998, e Uruguai, na atual edição.

Mais dois fatores incentivam a Croácia para a partida. Um deles é sustentar a primeira colocação no grupo e escapar de possível confronto contra a França nas oitavas de final. Os europeus venceram a Nigéria (2 a 0) e a Argentina (3 a 0) e têm seis pontos.

O outro estímulo é despachar a Islândia, em uma espécie de revanche. Há um ano, as duas equipes se enfrentaram pelas Eliminatórias Europeias e os islandeses venceram por 1 a 0, com gol aos 45 minutos do segundo tempo. O resultado quebrou o bom momento dos croatas, que vinham bem na competição, mas ficaram abalados com o revés, oscilaram nos jogos seguintes e garantiriam a classificação à Copa da Rússia apenas na repescagem contra a Grécia.

 

"Agora é uma boa maneira de acertarmos as contas", disse o técnico Zlatko Dalic. "Eles arruinaram nossas férias por causa daquele jogo. Queremos compensar aquela derrota agora", completou o meia Milan Badelj.

Mas, apesar de todo o bojo histórico da partida, a Croácia deve entrar em campo sem seis titulares. O meia Brozovic cumpre suspensão automática pelo segundo cartão amarelo. Já o lateral-direito Vrsaljko, o zagueiro Corluka, o meia Rakitic e os atacantes Rebic e Mandzukic podem ser poupados porque estão pendurados. A estratégia visa manter o time sem desfalques na próxima fase.

Do outro lado do confronto, os islandeses visam se classificar à segunda fase logo no primeiro Mundial que disputam. Eles - que já encantaram o continente europeu com o desempenho na Eurocopa de 2016, ao apresentar um futebol vistoso e cair apenas nas quartas de final para a França - estão empenhados em mostrar ao mundo que são muito mais que um país gelado, de 335 mil habitantes, com características curiosas. "Se nós conseguirmos a vaga, será, provavelmente, o maior sucesso da história do futebol islandês", contextualizou o técnico Heimir Hallgrímsson, dentista nas horas vagas.

Para fazer história, precisam vencer a Croácia e torcer por tropeço da Nigéria diante da Argentina. O empate entre os africanos e sul-americanos também será comemorado pelos islandeses, que possuem apenas um ponto - os nigerianos têm três e os argentinos, um.

Em busca da vitória, a Islândia terá apoio dos torcedores russos e praticamente jogarão "em casa" contra os croatas. Isso porque três de seus jogadores jogam pelo time de Rostov, local da partida: os zagueiros Sverrir Ingason e Ragnar Sigurdsson e o atacante Bjorn Sigurdarson.

Em um confronto que aparentemente seria despretensioso, Croácia e Islândia vão escrever definitivamente seus nomes na história das Copas.

 

 

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