Luis Pires/Vipcomm
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Contra o Corinthians, Ceni faz o último clássico da carreira

Goleiro do São Paulo deve parar no fim do ano e não enfrentará mais rivais regionais

Fernando Faro, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2013 | 08h00

SÃO PAULO - Quando Rogério Ceni pisar no gramado do Morumbi para enfrentar o Corinthians, deverá fazer a primeira das muitas despedidas de sua carreira. Se não mudar de ideia da aposentadoria no fim do ano, a partida contra o Alvinegro no Morumbi será o último clássico do camisa 1 do São Paulo contra os maiores rivais regionais. Embora não tenha confirmado que vai parar, Ceni tem sempre deixado nas entrelinhas que 2013 será seu último ano como profissional.

O goleiro não esteve em campo na vitória sobre o Cruzeiro na quarta-feira, mas nem por isso pode se dizer que ele não participou do momento. Suspenso pelo terceiro amarelo, pagou do próprio bolso a passagem para Belo Horizonte para ficar próximo dos companheiros. "Ele se propôs a ir na quarta, esteve no hotel, no vestiário e na preleção. É o tipo de sacrifício que ele fez para um jogo tão difícil", exaltou o técnico Muricy Ramalho, que não enxerga o retorno ao gol no clássico como um ponto para motivar ainda mais os atletas. "Ele é importante sempre."

Se optar pelo fim da carreira, Ceni encerra amanhã uma história de até aqui 168 jogos contra os três principais rivais do Estado. Nessa trajetória foram 60 vitórias, 47 empates e 61 derrotas. Contra o Alvinegro foram 60 partidas, com 19 vitórias, 18 empates e 23 derrotas; o rival também é uma asa negra em competições eliminatórias: levou a melhor em nove das 11 vezes desde que Ceni passou a jogar pelo clube.

Há, no entanto, quem acredite que a péssima campanha do São Paulo no ano e a possibilidade de queda para a Série B façam o maior ídolo da torcida rever sua decisão e esticar a carreira por mais um ano. Muricy já disse não saber se Rogério vai parar e Denis, candidato a sucedê-lo no gol, diz que o assunto não é tratado entre eles. "Ele nunca falou pra mim, a única pessoa que pode responder sobre isso é o próprio Rogério."

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