Rubens Chiri/Divulgação
Rubens Chiri/Divulgação

Contra o Santos, São Paulo tenta pôr fim a jejum em clássicos

Tricolor não vence os principais rivais há 11 jogos e reencontra algoz

Fernando Faro e Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

23 de fevereiro de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - Se há uma asa negra para o São Paulo no Campeonato Paulista nos últimos anos ela atende pelo nome de Santos. O rival do clássico deste domingo, válido pela 10ª rodada, eliminou o Tricolor na semifinal do estadual nada menos do que três vezes nos últimos quatro anos. Além de tentar afastar o fantasma santista, o São Paulo entra pressionado para voltar a ganhar um clássico depois de 11 confrontos sem sucesso contra os principais rivais.

Contra o adversário deste domingo a última vitória foi em junho de 2012 e o Tricolor contava com nomes como Lucas, Piris, Cortez e Fernandinho e encarou os reservas do Alvinegro, que à época se preparava para a semifinal da Libertadores contra o Corinthians. Se for considerar os duelos com força máxima, o último triunfo aconteceu em março do mesmo ano (gols de Casemiro, Lucas e Luis Fabiano para o São Paulo e Edu Dracena e Neymar para os santistas). De lá para cá foram três vitórias do Santos e um empate.

O péssimo desempenho da equipe em clássicos nos últimos anos virou um tabu para os jogadores. As dificuldades para superar os grandes rivais é um tema espinhoso que deixa o elenco visivelmente desconfortável, mas a ordem é esquecer o passado e tentar fazer valer o fator casa para derrotar o rival. “Tem que marcar bem e agredir, não pode pensar só em se defender. Estaremos em nossa casa, eles também precisam se preocupar com a gente”, disse.

Mesmo enfrentando um dos melhores ataques da competição, Muricy Ramalho descarta abrir mão do esquema com três atacantes. O treinador aposta na manutenção do sistema para entrosar o time, uma estratégia mais de olho na fase final da competição do que necessariamente para o jogo de hoje. Mas os próprios jogadores admitem que vencer um rival tradicional revigoraria o ânimo da equipe. "É importante vencer o clássico porque nos dá a ideia de onde estamos e são rivais que enfrentaremos no Brasileiro. Sem dúvida para motivação seria muito bom”, disse Rogério Ceni.

A tendência é que Rodrigo Caio volte na vaga de Roger Carvalho, mal no empate com o São Bernardo e sem ritmo de jogo. O resto da equipe deve ser o mesmo que jogou no ABC.

AO ATAQUE

Oswaldo de Oliveira não quer saber de ser conservador e usar a velocidade dos garotos para se impor ao São Paulo. A ideia é sair na frente no marcador e ficar com o contra-ataque à disposição em seguida. A estratégia, usada com sucesso na goleada por 5 a 1 contra o Corinthians, não deu certo nas últimas rodadas. “Uma coisa é se preparar dois meses e disputar jogos em sequência, outra é treinar oito dias e ter o mesmo tipo de exigência”, disse.

O que pode favorecer o Santos no aspecto de condicionamento é que o zagueiro Gustavo Henrique e o volante Alan Santos (cumpriram suspensão diante do Sorocaba) voltam descansados, substituindo, respectivamente, Jubal e Leandrinho. Oswaldo, no entanto, não descarta a possibilidade de surpreender Muricy com uma mudança ousada, escalando Gabriel junto com Geuvânio, Leandro Damião e Thiago Ribeiro.

“Vou pensar nisso até a hora do jogo, porque a equipe que iniciou a partida de quinta-feira quase não treinou”, afirmou o técnico, sem receio de que os jogadores mais jovens sintam a responsabilidade do clássico. “Estou tranquilo quanto aos meninos. Não vou ter nenhum procedimento especial.”

SÃO PAULO x SANTOS

Domingo, 23 de fevereiro, às 16 horas

Local: Morumbi

Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza.

SÃO PAULO: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antonio Carlos e Alvaro Pereira; Souza, Maicon e Ganso; Pabon, Ewandro e Luis Fabiano. Técnico: Muricy Ramalho.

SANTOS: Aranha; Cicinho, Neto, Gustavo Henrique e Mena; Alan Santos e Arouca; Geuvânio, Cícero e Thiago Ribeiro; Leandro Damião. Técnico: Oswaldo de Oliveira

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.