Jorge Bernal/AFP
Jorge Bernal/AFP

Contra time do coração, Borja tenta começar nova fase no Palmeiras

Atacante colombiano convive com críticas da torcida e espera voltar a marcar contra o Junior Barranquilla

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

06 de março de 2019 | 04h30

O atacante Miguel Borja terá nesta quarta-feira a chance de brilhar em uma terra onde é tratado como rei para a estreia na Copa Libertadores. Apesar de o jogador do Palmeiras não ser unanimidade entre os torcedores brasileiros e de até ter sido vaiado em alguns jogos do ano, Barranquilla é uma espécie de casa para ele – pela ligação afetiva com a cidade e com o time local, embora tenha nascido a cerca de 400 km de distância dali, em Tierralta.

No ano passado, o time alviverde também estreou na Libertadores em Barranquilla e o estádio recebeu a presença maciça de familiares e de amigos do atacante. O palmeirense é o caçula de uma família de dez irmãos e fez a alegria dos convidados naquela noite, ao marcar um dos gols da tranquila vitória do time paulista por 3 a 0.

Naquele dia, ele se encontrou com os compatriotas e demonstrou muito respeito pelo Junior Barranquilla. Borja era torcedor da equipe colombiana na infância e não quis comemorar o gol do Palmeiras. O jogador repetiu a postura contida no confronto da volta com os colombianos no Allianz Parque, mesmo após anotar três vezes na vitória por 3 a 1, resultado que eliminou o Junior da competição.

Na chegada do Palmeiras a Barranquilla, Borja foi o mais assediado pelos torcedores. Deu autógrafos e posou para fotos. O atacante da seleção colombiana na última Copa é idolatrado na região. Quando foi campeão da Libertadores em 2016, pelo Atlético Nacional, ele participou de uma carreata ao chegar em sua cidade natal. Borja desperta preocupação no adversário. "Miguel Borja é um jogador bastante importante e perigoso. É um atacante forte, de seleção, e temos de ter muita atenção com ele na área. Nosso time tem enorme respeito por Borja", disse o goleiro Chunga, que é reserva no Barranquilla.

Neste ano, o atacante palmeirense marcou apenas três gols, e tem sido mais lembrado pelas chances perdidas. Em jogos no Campeonato Paulista contra Bragantino e Santos, por exemplo, ele desperdiçou chances claras e fáceis, sem goleiro até.

No entanto, Luiz Felipe Scolari mantém a confiança no atacante, principalmente por não poder contar com Deyverson no Estadual – ele cumpre suspensão. Borja tem a seu favor o fato de ter sido campeão da Libertadores e um dos artilheiros da edição passada, já pelo Palmeiras, com nove gols.

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