Rubens Chiri/ São Paulo/ 30-9-2018
Rubens Chiri/ São Paulo/ 30-9-2018

Carneiro está suspenso preventivamente pela ABCD por suspeita de uso de cocaína

Atacante testou positivo para benzoilecgonina, o principal metabólito da cocaína, em 16 de março

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

01 de maio de 2019 | 22h37

O atacante Gonzalo Carneiro está suspenso preventivamente pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) após ser flagrado em exame antidoping. O comunicado foi publicado nesta quarta-feira. O exame de contraprova foi solicitado, mas ainda não foi realizado. 

De acordo com a ABCD, os exames de Carneiro registraram a presença de benzoilecgonina, o principal metabólito da cocaína. Se for confirmado o doping, a punição ao uruguaio deve ser rigorosa. O atacante Diogo Vítor, do Santos, por exemplo, foi suspenso por dois anos em situação semelhante.

Carneiro foi pego no exame realizado no jogo contra o Palmeiras no Pacaembu, na primeira fase do Campeonato Paulista, no dia 16 de março. O São Paulo perdeu por 1 a 0 com atuação do uruguaio nos 90 minutos. O empresário do jogador, Pablo Bentacur, afirmou que o jogador cometeu um erro, mas não sabia o que estava consumindo. De acordo com o empresário, o jogador passa por uma depressão. “O garoto cometeu um erro. A depressão é um assunto complicado. Não sabia o que ele consumia. Pensava que era um cigarro”, afirmou Bentacur à rádio "Sport 890", do Uruguai.​

Carneiro não tem treinado no São Paulo. O São Paulo afirmou que vai se manifestar quando receber uma notificação oficial. “É um tema delicado que a gente não pode hoje fazer qualquer julgamento sem antes saber o que aconteceu. Eu já estava sabendo na semana passada antes do jogador. Eu tenho filhos, ele tem 23 anos e ele está aqui em São Paulo no primeiro grande clube dele”, afirmou o treinador Cuca. 

O uruguaio foi contratado pelo São Paulo em abril do ano passado com contrato até 31 de março de 2021. O São Paulo pagou ao Defensor Sporting, do Uruguai, 800 mil dólares (R$ 2,6 milhões à época) por 50% dos direitos do atacante.

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