Oli Scarff/AFP
Após poucas oportunidades no Chelsea, o lateral esquerdo Filipe Luis deve voltar ao Atlético de Madrid. Nesta terça-feira, 21, o próprio técnico do time inglês, José Mourinho, afirmou que o brasileiro 'deve sair entre hoje e amanhã'. A informação também foi confirmada pelo presidente do Atleti, Enrique Cerezo Oli Scarff/AFP

Contratações de impacto agitam Europa para temporada 2015/16

Schweinsteiger, Casillas e Khedira estão entre craques que trocaram de casa

ALMIR LEITE, Estadão Conteúdo

26 de julho de 2015 | 06h33

Enquanto no Brasil os clubes se reforçam para tentar engrenar em um campeonato nacional que está em pleno andamento, na Europa o mercado viveu semanas agitadas com as equipes se reforçando para a temporada 2015/16. As competições pelo continente afora estão prestes a começar - os times já entraram na fase final de amistosos de pré-temporada - e as novidades são muitas. Os milhões de euros gastos também.

Algumas negociações causaram impacto não apenas pelo valores envolvidos, mas também por envolver jogadores que eram considerados verdadeiros patrimônios dos clubes em que estavam. São os casos, por exemplo, da transferência de Schweinsteiger do Bayern de Munique para o Manchester United e de Iker Casillas do Real Madrid para o Porto.

A ida do meia alemão para o futebol inglês causou espanto menos pelos cerca de R$ 75 milhões desembolsados pelo Manchester United e mais pelo fato de o jogador deixar, por vontade própria, o Bayern de Munique após 17 anos - chegou ao clube com 13. "Não foi fácil tomar a decisão de sair, mas eu queria um novo desafio", justificou o ídolo alemão.

Também não deve ter sido fácil para Casillas deixar o Real Madrid depois de 25 anos. No entanto, seu relacionamento com a diretoria e parte da torcida estava bastante desgastado e o goleiro decidiu tentar a sorte no Porto. Assinou por duas temporadas, em troca de R$ 35 milhões em salários.

Já na negociação que levou o atacante Sterling a trocar o Liverpool pelo Manchester City contaram apenas os valores, pelo lado dos clubes, e a oportunidade de deslanchar na carreira, no caso do jogador - além, é claro, de um bom punhado de euros, visto que ele irá ganhar salário semanal estimado em R$ 1 milhão. Uma ninharia para quem gastou R$ 228 milhões para adquirir o jogador.

Aliás, dinheiro não é problema para o Manchester City, que estaria disposto a pagar 85 milhões de euros (cerca de R$ 300 milhões) ao Wolfsburg alemão pelo meia belga De Bruyne. Se for concretizado, será o maior negócio do futebol inglês.

ECONOMIA

O Manchester City é grande comprador, mas outro clube inglês que normalmente vai às compras com volúpia, o Chelsea - já foi até punido por isso -, anda quieto. O clube londrino contratou Kennedy, jovem revelação do Fluminense (na realidade o dinheiro foi desembolsado por um grupo de investidores), mas seu principal reforço até agora é o colombiano Falcao García, emprestado pelo Manchester United após temporada apagada.

 

 

O Chelsea está se desfazendo de alguns jogadores, mas por vontade própria - mais exatamente pelo desejo do técnico português José Mourinho. É o caso do lateral-esquerdo brasileiro Filipe Luís, que por 16 milhões de euros (cerca de R$ 55 milhões) pode voltar ao Atlético de Madrid.

Na Europa também tem clube que, pelo menos teoricamente, está enfraquecido em relação à temporada anterior. É o caso da Juventus, tetracampeã italiana. A equipe perdeu o chileno Vidal (foi para o Bayern de Munique por R$ 128,6 milhões), Tevez (voltou para o Boca Juniors) e Pirlo (foi para o New York City). Mas a equipe de Turim também foi ao mercado. Uma de suas principais contratações foi o volante alemão Khedira, que era do Real Madrid.


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Volume diminui, mas brasileiros seguem valorizados na Europa

Miranda, Douglas Costa e Firmino trocaram de time na janela

ALMIR LEITE, Estadão Conteúdo

26 de julho de 2015 | 09h33

Vários jogadores brasileiros que já estão no futebol europeu vão trocar de clube para a próxima temporada. Entre eles alguns que serviram à seleção na última Copa América - casos de Miranda, Douglas Costa e Roberto Firmino. Para a sorte deles, a campanha no Chile não influenciou na transferência. Mesmo porque as negociações que os envolveram foram sacramentadas antes que o fracasso em gramados chilenos se concretizasse.

Para a ida de Roberto Firmino ao Liverpool por R$ 140 milhões contaram a fama de artilheiro e de jogador versátil que ele adquiriu no Hoffenheim alemão - joga tanto no comando do ataque como na meia. O jogador de 23 anos assinou por cinco temporadas e, de acordo com o jornal inglês Daily Mail, vai ganhar R$ 485 mil por semana.

 

Douglas Costa também deu um salto na carreira. Depois de cinco temporadas, ele troca o Shakhtar Donetsk ucraniano pelo Bayern de Munique. O clube bávaro pagou 35 milhões de euros (cerca de R$ 121 milhões) pelo meia, que terá a responsabilidade de preencher o lugar que era do ídolo Bastian Schweinsteiger.

Miranda fez uma boa Copa América pela seleção brasileira. Jogou bom futebol, demonstrou liderança e terminou como capitão do time de Dunga. Mas não foi isso que o levou para a Internazionale, após quatro temporadas no Atlético de Madrid. Quando ele se apresentou para a disputa no Chile, sua transferência já estava praticamente concretizada.

E o clube italiano até que não desembolsou muito dinheiro para contratá-lo, em comparação com outros negócios feitos no mercado europeu. Gastou apenas 15 milhões de euros (cerca de R$ 52,3 milhões) para tirar o zagueiro da Espanha.

 

 

Mas a negociação que talvez tenha sido a mais significativa envolvendo um jogador brasileiro nesta fase que antecede à temporada na Europa tenha sido a do lateral-direito Danilo. O Real Madrid pagou 31,5 milhões de euros (R$ 108 milhões) para tirar o jogador de 23 anos do Porto, de Portugal. E o time merengue aposta alto no jogador de 23 anos. Tanto que lhe ofereceu um contrato de longa duração, até 2021.

Do Brasil para a Europa, poucos jogadores foram negociados nestas últimas semanas. O Botafogo mandou o lateral-direito Gilberto para a Fiorentina; o São Paulo enviou Souza para o Besiktas, da Turquia, e Paulo Miranda para a Áustria; e o Grêmio despachou o zagueiro Rhodolfo também para o Besiktas.

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