Contrato curto dificulta acerto com treinador no Palmeiras

Diretoria do time alviverde quer oferecer contrato de apenas três meses para novo técnico

Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

18 de setembro de 2012 | 13h08

SÃO PAULO - A procura por um substituto para Luiz Felipe Scolari está mais difícil do que a diretoria do Palmeiras imaginava. O problema maior é conseguir acertar a contratação de um treinador que esteja disposto a assinar um contrato de curta duração e que ainda corra o risco de ser taxado como o comandante da queda do time para a Série B.

A negociação com Paulo Roberto Falcão está travada por causa disso. O ex-volante do Inter e da seleção aceita trabalhar no Palmeiras e pegar essa batata-quente no Brasileirão, mas a diretoria oferece acordo de apenas três meses, para que no final do ano tenha mais tempo para repensar o projeto e, quem sabe, buscar outro treinador. Falcão não aceita se submeter a isso e exige que o vínculo seja pelo menos até o término de 2013.

Todos os treinadores que o Palmeiras tentou contratar após a saída de Felipão reclamaram da mesma coisa: o pouco tempo do contrato . Ninguém quer assumir o time com a missão de salvá-lo do rebaixamento sem a garantia de que em 2013 será o comandante da equipe na Libertadores.

A diretoria também não quer oferecer um acordo longo para nenhum treinador disponível no mercado porque tem em mente a intenção de convencer Jorginho, do Bahia, ou Dorival Júnior, do Flamengo, a vir para o clube em janeiro. Quem estiver mais à mão, será o escolhido.

Além disso, a eleição para presidente do Palmeiras está marcada para janeiro e o ideal entre os conselheiros é que o novo mandatário (que pode ser o próprio Arnaldo Tirone) tenha liberdade para contratar o técnico que preferir e não ter de 'engolir' um treinador de outro mandato.

Jorginho só não chega ao Palmeiras agora porque o Bahia rejeitou liberá-lo neste momento. Além de estar reforçando um concorrente direto na luta contra o rebaixamento, justamente no momento em que o time voltou a fazer pontos no Brasileiro, os dirigentes do clube baiano temem que a saída dele enfraqueça o elenco.

Além de Paulo Roberto Falcão, outros treinadores foram sondados, como Gilson Kleina, da Ponte Preta, e Cristóvão Borges, ex-Vasco, além de Joel Santana, também desempregado. No caso de Joel Santana, ele não aceitou o convite porque se recupera de uma cirurgia.

O elenco do Palmeiras folgou segunda-feira. A reapresenta nesta terça-feira dá início aos preparativos do jogo contra o Figueirense, sábado, em Santa Catarina.O Palmeiras ocupa a penúltima colocação do Campeonato Brasileiro, com 20 anos.

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