Ricardo Stuckert/CBF
Ricardo Stuckert/CBF

Contrato de patrocínio da CBF também é alvo da Justiça dos EUA

Acordo com 'grande marca esportiva norte-americana' é investigado

O Estado de S. Paulo

27 de maio de 2015 | 08h27

Além da prisão de José Maria Marin, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também está na mira da Justiça dos Estados Unidos. De acordo com a investigação, a entidade é acusada por envolvimento em casos de suborno no contrato de patrocínio com uma grande marca esportiva norte-americana. Outro tema abordado é a comercialização de direitos de mídia e marketing esportivo de diversos torneio, entre eles a Copa do Brasil.

Executivos de marketing esportivo dos Estados Unidos e da América do Sul também estão entre os acusados. Eles teriam aceitado pagar mais de US$ 150 milhões (R$ 473 milhões na cotação atual) em propina e suborno para obter lucros com direitos de mídia e marketing em competições de futebol internacionais. Um dos nomes mencionados é o de J. Hawilla, proprietário e fundador da Traffic, multinacional de marketing esportivo situada no Brasil, que já havia feito um acordo. As suas duas empresas - a Traffic Sports International Inc. and Traffic Sports USA Inc. -, que estão sediadas na Flórida (EUA), são citadas pela Justiça americana.

Confira trechos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA:

"Entre os acusados também estão executivos de marketing esportivo dos Estados Unidos e da América do Sul, que teriam pagado sistematicamente e teriam aceitado pagar mais de US$ 150 milhões (R$ 473 milhões) em propina e suborno para obter lucro com direitos de mídia e marketing em competições de futebol internacionais."

"A acusação alega que, entre 1991 e os dias de hoje, os réus e seus parceiros corromperam a empresa pelo envolvimento em diversas atividades criminais, incluindo fraude, suborno e lavagem de dinheiro. Duas gerações de dirigentes de futebol abusaram de suas posições de confiança para ganho pessoal, geralmente por meio de alianças com inescrupulosos executivos de marketing esportivo, que barraram competidores e mantiveram contratos muito lucrativos para si mesmos com o pagamento sistemático de subornos e propinas. Os dirigentes são acusados de conspiração para solicitar e receber mais de US$ 150 milhões (R$ 473 milhões) em subornos e propinas em torca de apoio oficial dos executivos de marketing que concordaram a fazer os pagamentos ilegais."

"A maioria dos esquemas alegados no indiciamento está relacionada à solicitação e recebimento de subornos e propinas por dirigentes de futebol pagos por executivos de marketing esportivo em conexão com a comercialização de direitos de mídia e marketing de diversas partidas e torneios - incluindo as Eliminatórias da Copa do Mundo na região da CONCACAF, a Copa de Ouro da CONCACAF, a Liga dos Campões da CONCACAF, a Copa América Centenário, a Copa América, a Copa Libertadores e a Copa do Brasil, que é organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Outros esquemas se relacionam com o pagamento e recebimento de suborno em relação ao patrocínio da CBF por uma grande marca esportiva norte-americana, a escolha da sede da Copa de 2010 e a eleição presidencial da FIFA em 2011."

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