Jonne Roriz/AE
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Controle emocional no Corinthians preocupa Tite na reta final do Brasileiro

'O emocional vai estar aflorado para todo mundo, da ponta de cima até a ponta de baixo da tabela'

GIULIANDER CARPES, Agência Estado

15 de novembro de 2010 | 08h33

SÃO PAULO - Com o empate do Fluminense com o Goiás, o Corinthians agora só perde o título brasileiro se tropeçar. O que preocupa muito Tite. O treinador entende que agora, na liderança e depois da polêmica vitória sobre o Cruzeiro, o alvo de todas as outras equipes não é mais o Fluminense, mas sim a equipe alvinegra.

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A preocupação do treinador, que acertou a equipe desde sua estreia - quatro vitórias em cinco jogos -, praticamente não é mais com o esquema tático ou o padrão de jogo da equipe. O que mais aflige Tite é a necessidade de a equipe manter o controle emocional, segurar a pressão que vai se intensificar nas rodadas finais, e enfileirar três vitórias para garantir o título.

"O emocional vai estar aflorado para todo mundo, da ponta de cima até a ponta de baixo da tabela", acredita o treinador corintiano. "Todos os jogadores tem uma característica de dificuldade. Onde você pensa que pode ser fácil acaba sendo surpreendido."

É exatamente o tipo de surpresa que a equipe corintiana teve no primeiro tempo da partida com o Cruzeiro que o treinador quer evitar. No jogo do Pacaembu, os donos da casa foram dominados por boa parte da etapa inicial. "Por nervosismo, dificuldade de ler o jogo, sofremos uma pressão terrível do Cruzeiro", admitiu Tite. "Nosso time estava acelerado. Não era a nossa característica dos outros quatro jogos. Nós queríamos dar o segundo passe sem dar o primeiro."

Foi a primeira partida que a equipe de Tite teve uma atuação contestável. Os próprios jogadores admitiram que não jogaram bem. E contra o Vitória, domingo, no Barradão, o treinador também terá problemas para escalar a equipe. Bruno César e Dentinho tomaram o terceiro cartão amarelo e estão suspensos. Na vaga do atacante deve entrar Iarley, mas o meia não tem um substituto à altura no elenco, o que vai exigir uma solução tática também. "Vai ser difícil. Mas, independentemente disso, temos que evitar qualquer desequilíbrio."

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