José Patrício/AE - 23/9/2012
José Patrício/AE - 23/9/2012

Contusão do meia Ganso é 'incurável', diz presidente do Santos

Luis Alvaro afirma, na Suíça, que novo reforço do São Paulo tem uma lesão 'mais séria do que parece'

JAMIL CHADE, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2012 | 22h33

ZURIQUE - A contusão do meia Paulo Henrique Ganso é “incurável”. Quem afirma é o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, que ontem fez questão de deixar claro que o ex-jogador do Santos vai receber menos no São Paulo em relação à proposta que lhe foi feita pela direção do clube para que ele continuasse na Vila Belmiro.

Em Zurique, Suíça, onde participava de reuniões na Fifa, o dirigente do Santos falou com o Estado sobre a situação física do jogador e apontou que “o problema é sério”. “Vão ter de acompanhar com muito cuidado o jogador. Na minha opinião, o que ele tem é incurável”, disse, sem dar maiores detalhes sobre os problemas do atleta.

Nos últimos meses, Ganso tem sofrido por sua situação física e, mesmo durante a transferência, voltou a sentir dores. O cartola insistiu que estava “aliviado” com o final da novela. “Não aguentava mais. Sua saída foi a melhor solução”, disse. Luis Alvaro esteve na Europa no momento crítico das negociações sobre o futuro do jogador. Mas garantiu que acompanhou tudo “online”.

Propostas. Mais tarde, em conversa com jornalistas brasileiros, o cartola revelou que Ganso recebeu quatro propostas diferentes para ficar no Santos e que, na última, ele ganharia R$ 420 mil, contra os R$ 350 mil mensais que vai receber em novo contrato, com o São Paulo. “Ele ganharia mais no Santos. Mas a verdade é que ele não queria mais jogar no nosso clube”, disse.

O dirigente ainda confirmou que a venda de Ganso terminava com a parceria entre o time e a empresa DIS, do Grupo Sonda. A companhia tem 55% dos direitos de Ganso. “É um final de casamento”, admitiu Ribeiro. Além de Ganso, a DIS ainda é dona de 40% do passe de Neymar.

Desconhecimento. As declarações de Luis Alvaro causaram estranheza entre os próprios médicos do clube, que negaram uma lesão incurável. “Não é do meu conhecimento que o atleta tenha um problema físico irreversível. As lesões que o Ganso sofreu são comuns em jogadores, tanto do Santos como de outros clubes. São problemas de ligamentos, musculares e de traumas. Se existe algo além disso não é do meu conhecimento, afirmou Rodrigo Zogaib, que acompanhava de perto a rotina do atleta.

Dor de cotovelo. O Estado tentou contato com o médico Renê Abdalla, que avaliou o joelho do jogador, mas não obteve resposta. Em conversas informais com diretores logo após o desfecho da negociação já havia a expectativa de que o Santos faria o possível para diminuir o impacto da perda. Um diretor chegou a falar em “dor de cotovelo” pelo meia ter preferido o Morumbi à Vila.

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