Josep Lago/AFP
Josep Lago/AFP

Convocação da seleção brasileira não terá muitas surpresas

Neymar voltará ao grupo que vai enfrentar a Argentina e o Peru

Almir Leite, enviado especial a Fortaleza, O Estado de S. Paulo

15 de outubro de 2015 | 07h00

A volta de Neymar é certa, a não ser que sofra alguma contusão. A inclusão óbvia do craque entre os convocados deve ser uma das poucas alterações na seleção brasileira para os jogos das Eliminatórios de novembro, contra Argentina e Peru. O técnico Dunga entende que, para dar um entrosamento cada vez maior ao grupo e fazê-lo evoluir, a repetição é um bom caminho.

O grupo de Dunga nunca está fechado e ele repete isso sempre que pode. No entanto, também não se mostra adepto de alterações muito profundas. O treinador acredita já ter uma base e é com ela que pretende insistir nas próximas duas rodadas das Eliminatórias. “Mexer muito tira a confiança do jogador e pode até piorar (o time) em vez de melhorar”, defende.

Ele sabe que o jogo com os argentinos em Buenos Aires será uma guerra. Mas acredita que o grupo está ganhando confiança e maturidade para encarar situações complicadas. “Brasil e Argentina é uma eliminatória à parte. Vai ser difícil como sempre foi. Lógico que eles serão pressionados, como o Brasil foi. É um jogo diferente. Temos de saber conviver com essa pressão”, considera.

Dunga anuncia os 23 jogadores na próxima semana e Oscar corre sério risco de ficar fora. A aposta e o cuidado com o meia do Chelsea - o treinador não o levou à Copa América para que pudesse se recuperar fisicamente para as Eliminatórias - não foram correspondidas. Além de mal fisicamente e tecnicamente, o jogador também pecou pela falta de personalidade.

Para complicar a vida de Oscar, Lucas Lima foi bem nos treinos e quando entrou nos jogos contra Chile e Venezuela, e Renato Augusto, outro jogador que pode preencher o setor de meio de campo, não foi testado de fato. E Dunga quer saber o que pode tirar dele na seleção.

Sem contar que Phillipe Coutinho só não esteve no grupo que jogou em Santiago e Fortaleza porque se machucou. Com todas opções, outro que pode sobrar é Kaká, embora sua experiência possa ser muito útil no jogo em Buenos Aires.

Jefferson, apesar de barrado contra a Venezuela, deve voltar, mas será ainda mais “rebaixado”. De titular, deve cair para a condição de terceiro goleiro, depois de Alisson e Marcelo Grohe - se estiver recuperado, deve ser o preferido no jogo na Argentina por sua experiência.

Danilo é volta certa na lateral-direita. Como Daniel Alves tem sido importante para Dunga dentro e fora de campo, Fabinho deve “dançar”. Na zaga, David Luiz só não será chamado se não puder atuar. A tendência é que os outros zagueiros não mudem, bem como os laterais-esquerdos Filipe Luís e Marcelo.

Dunga também não dá indícios de que vá mexer nos volantes - Luiz Gustavo, Elias e Fernandinho agradam. Willian, o melhor jogador da seleção nos dois jogos, está em alta. Douglas Costa é outro com moral.

Na frente, Dunga deve repetir a fórmula utilizada agora: Hulk terá a preferência quando ele quiser um jogador que se mexa mais e Ricardo Oliveira levará vantagem quando a opção for por um homem de área.

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