Francisco Leon/AFP Photo
Francisco Leon/AFP Photo

Convocações para a Copa do Mundo escancaram domínio da Europa no futebol

De cada quatro jogadores que vão para a Rússia, três atuam em clubes europeus

Jamil Chade, Estadao Conteudo

05 Junho 2018 | 16h26

A Copa do Mundo da Rússia que está prestes a começar não deixa dúvidas sobre onde é o centro do poder do futebol internacional. De cada quatro jogadores convocados para a competição, três atuam em clubes europeus.

+ Irã é a primeira seleção a chegar na Rússia para a disputa da Copa

+ Rússia empata com Turquia e aumenta série sem vitórias para 7 jogos

Dados revelados nesta terça-feira pela Associação dos Clubes Europeus apontam que só a Inglaterra conta com uma legião de 130 jogadores de 34 clubes diferentes que, neste verão europeu, deixarão seus respectivos clubes para defender suas seleções nacionais. Na Espanha, estão 81 craques que vão para a Rússia, contra outros 68 na Alemanha.

Mesmo fora da Copa do Mundo, a Itália conta com clubes que detém 58 jogadores que estarão no Mundial. No total, as 32 seleções convocaram 736 atletas.

Entre os clubes, quem mais estará representado na Copa será o Manchester City, com 16 jogadores. Do Real Madrid, estarão 15 deles, incluindo Casemiro e Marcelo no Brasil ou Cristiano Ronaldo em Portugal. O Barcelona ainda contará com 14 representantes.

A lista dos maiores fornecedores de craques ainda conta com 12 jogadores do Paris Saint-Germain, 12 do Chelsea e outros 12 do Tottenham.

"O resultado desse estudo mostra que os clubes europeus são, hoje, a fundação do futebol", declarou Michele Centenaro, secretário-geral da Associação. Apenas cinco jogadores das seleções europeias atuam, de fato, fora da Europa.

Exportador de jogadores, o Brasil aparece apenas na 18ª posição entre os países que mais contam com craques que estarão na Copa em seus clubes. São apenas nove deles, incluindo Paolo Guerrero do Flamengo e da seleção do Peru.

A disparidade entre o Brasil e os clubes europeus na Copa é apenas mais um reflexo da distância econômica que vivem as duas regiões do mundo no que se refere ao futebol. Outro sinal disso é a incapacidade de clubes brasileiros de competir de igual para igual com os europeus nos Mundiais de Clubes.

Apenas sete clubes brasileiros forneceram jogadores para diferentes seleções na Copa, contra 22 da Alemanha, ou 13 do México.

Na seleção brasileira, 19 dos 23 convocados por Tite vêm de clubes europeus, contra apenas três em clubes brasileiros. Já Renato Augusto joga na China.

No total, a Conmebol representa apenas 5% dos 736 atletas do Mundial, uma das taxas mais baixas do mundo e que é superior apenas à da África, com 3%.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.