Copa Africana começa neste sábado sob o temor do Ebola

Copa Africana começa neste sábado sob o temor do Ebola

Competição reúne 16 seleções em Guiné Equatorial e por medida de segurança contra a doença, jogadores passarão por exames

O Estado de S. Paulo

16 de janeiro de 2015 | 20h00

Contra o Ebola, a falta de prestígio e as queixas dos clubes europeus, a Copa Africana começa neste sábado na Guiné Equatorial. A 30ª edição da torneio terá na abertura a equipe da casa em campo contra o Congo e nos bastidores uma imensa preocupação com os jogadores e o avanço da epidemia.

A doença fez a Confederação Africana de Futebol (CAF) a inclusive mudar a sede de última hora. O temor fez Marrocos pedir para a competição ser adiada e diante da negativa dos dirigentes, perdeu o direito. Guiné Equatorial se apresentou de última hora e ganhou a preferência por já ter construído estádios quando em 2012 recebeu a Copa Africana junto com o Gabão.

As 16 equipes participantes receberam um comunicado da CAF sobre os cuidados com a transmissão do Ebola. Todas as seleções terão de ir à capital, Malabo, onde os jogadores serão submetidos a exames. Quem estiver sob suspeita de contaminação, será colocado em quarentena. Dos três países mais infectados com a doença, Libéria, Serra Leoa e Guiné, apenas o último vai disputar o torneio.


A grande estrela da Copa Africana será o marfinense Wilfried Bony, recém-contratado pelo Manchester City. O atacante tem o papel de liderar uma equipe que sempre chega como favorita, mas sempre decepciona. O único título do país foi em 1992 e nem mesmo a geração de Drogba, agora aposentado da seleção, conseguiu uma taça.

Ao lado da Costa do Marfim, Gana e Argélia são os grandes favoritos e, inclusive, estão no mesmo grupo na primeira fase. Os argelinos fizeram a melhor campanha entre os africanos na Copa de 2014 e mantiveram a base. Quem corre por fora é a Burkina Fasso, vice-campeã em 2013 e novamente candidata a ser zebra. As grandes baixas são do Egito, heptacampeão continental, e da atual campeã, a Nigéria. A dupla não conseguiu passar pelas Eliminatórias.

A realização do torneio entre janeiro e fevereiro causa críticas dos clubes europeus. Obrigados a ceder os jogadores durante os campeonatos, os times tiveram um motivo para reclamar mais neste ano. A Copa Africana não valerá vaga na Copa das Confederações, na Rússia. O representante africano na competição será designado somente na próxima edição do torneio continental, em 2017.

Até mesmo dentro da Guiné Equatorial o campeonato não empolga. Preocupada com os estádios vazios, a organização da vai cobrar menos de US$ 1 (Cerca de R$ 2,64) para parte das entradas dos jogos da competição, que começa neste sábado em Guiné Equatorial. O presidente do país, Teodoro Obiang Nguema, planeja ainda distribuir 40 mil ingressos para atrair mais público para a competição.

O temor do governo é repetir o fiasco de 2012, quando o pequeno país do Oeste do continente recebeu o evento e teve estádios vazios. "Nós temos que proporcionar solenidade à Copa das Nações Africanas. É necessário comprar ingressos para encher os estádios", disse no começo desta semana o presidente. Nguema defendeu o acesso das camadas mais pobres ao torneio e disse que vai distribuir 10 mil ingressos para cada uma das sedes.

Outra medida para facilitar o acesso do público é a dispensa de serviço para funcionários do governo. Em dias de jogos nas cidades, os trabalhadores erão liberados às 14h para poderem ir aos estádios. As rodadas serão duplas, com partidas às 17h e às 20h no horário local.

Copa Africana das Nações

Grupo A

Guiné Equatorial

Congo

Burkina Fasso

Gabão

Grupo B

Zâmbia

República Democrática do Congo

Tunísia

Cabo Verde

Grupo C

Gana

Senegal

Argélia

África do Sul

Grupo D

Costa do Marfim

Guiné

Mali

Camarões


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