Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Copa Africana terá ingresso abaixo de US$ 1 para atrair público

Organização do torneio, que será na Guiné Equatorial, teme estádios vazios e presidente do país promete até doar entradas 

Mark Gleeson, Reuters

16 de janeiro de 2015 | 09h00

Preocupada com os estádios vazios, a organização da Copa Africana de Nações vai cobrar menos de US$ 1 (Cerca de R$ 2,64) para parte das entradas dos jogos da competição, que começa neste sábado em Guiné Equatorial. O presidente do país, Teodoro Obiang Nguema, planeja ainda distribuir 40 mil ingressos para atrair mais público para a competição. O temor do governo é repetir o fiasco de 2012, quando o pequeno país do Oeste do continente recebeu o torneio em conjunto com Gabão e teve estádios vazios.

Guiné-Equatorial foi escolhida às pressas para receber a competição depois de Marrocos desistir de ser a sede por temer a epidemia de Ebola. Das quatro cidades que vão receber os jogos, Ebebiyin e Mongomo, no leste do território, são as que têm ingressos mais baratos, a partir de US$ 0,88. Já nas duas principais cidades, a capital Malabo e Bata, a mais populosa do país, o preço mais baixo é US$ 1,77.

A partida de abertura será neste sábado entre a equipe da casa e o Congo. "Nós temos que proporcionar solenidada à Copa das Nações Africanas. É necessário comprar ingressos para encher os estádios", disse no começo desta semana o presidente. Nguema defendeu o acesso das camadas mais pobres ao torneio e disse que vai distribuir 10 mil ingressos para cada uma das sedes.


Outra medida para facilitar o acesso do público é a dispensa de serviço para funcionários do governo. Em dias de jogos nas cidades, os trabalhadores serão liberados às 14h para poderem ir aos estádios. As rodadas serão duplas, com partidas às 17h e às 20h no horário local.

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