Copa América continua suspensa

O Comitê Executivo da Confederação Sul-Americana de Futebol (CSF), provou não ter competência. Nesta quinta-feira, a reunião para decidir o futuro da Copa América, em um hotel de Buenos Aires, na Argentina, terminou sem decisão. E a realização da competição, este mês, na Colômbia - que se tornou um jogo de interesses -, continua sendo uma verdadeira bagunça.Segundo o paraguaio Nicolás Leoz, presidente da CSF, a confirmação da data da competição sairá somente no sábado, após a divulgação do calendário único do futebol mundial, por intermédio da Fifa. No entanto, o presidente Joseph Blatter, adiantou que sua entidade não tem nada haver com isso. "É uma decisão exclusiva da CSF." O representante brasileiro, Ildo Nejar, no entanto, adiantou que a competição deve mesmo acontecer este ano, só que no fim do mês.Em meio ao jogo de empurra, organizadores, visando lucros, buscam um acerto. Até J. Hawilla, da Traffic, empresa responsável pelos direitos de transmissão, entrou na briga. Para ele, a realização da Copa evitaria prejuízo de US$ 10 milhões. "Temos contratos de patrocínio e publicidade, já firmados.""Esquecidos" dos atos terroristas dos guerrilheiros, o presidente da Colômbia, Andrés Pastrana e o presidente do Comitê Organizador, Jorge Correa, disseram nesta quinta-feira, que o país está pronto para sediar a competição, na data correta, dia 11 de julho. "Asseguro que a Colômbia está preparada para realizar o torneio," disse Pastrana, sem dar garantias de segurança.Porém, uma forte oposição, encabeçada por Uruguai, Brasil, Paraguai e Argentina, luta pelo adiamento da Copa. Eugenio Figueredo, vice-presidente da CSF e presidente da Associação Uruguaia de Futebol (AUF) alegou ser inoportuno realizar a competição agora. "Não servirá nem economicamente e nem esportivamente." E foi além: "podem ir todos, ou só alguns." O presidente da Associação Argentina de Futebol, Julio Grondona, demonstrou descontentamento. "Se a Copa acontecer este mês, a Argentina não participará."

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