Copa América: grupos serão definidos nesta 2ª

Uma pergunta intriga boa parte dos dirigentes e das pessoas ligadas ao futebol que estão em Lima, onde nesta segunda-feira será realizado o sorteio dos grupos da Copa América, que acontece em julho, no Peru. Ninguém entendeu, até agora, o motivo de a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ter escolhido a cidade de Arequipa como sede do Brasil na primeira fase. O local, além do difícil acesso (fica a aproximadamente mil quilômetros da capital), está a 2.350 metros de altitude. É verdade que não é altura suficiente para provocar paranóias. Mas como os brasileiros são cabeças-de-chave do Grupo C, o que lhes facultava o direito de escolher onde jogar, a opção não deixou de causar estranheza.A competição será disputada entre 12 seleções (os sul-americanos Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela mais México e Costa Rica, ambos convidados) divididas em três grupos de quatro. Classificam para as quartas-de-final as duas melhores de cada chave e os dois terceiros colocados mais bem classificados pelo índice técnico. A partir daí começa o mata-mata. Os outros dois cabeças-de-chave são Peru, no Grupo A, e Argentina, no B.E se depender do bom humor do vice-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Nabi Abi Chedid, que representa a entidade no evento, os problemas relacionados ao Brasil não ficam só nisso. No intervalo para almoço da longa reunião deste domingo - não se sabe bem se contrariado com a tendência das discussões ou simplesmente por estar com o estômago vazio -, o cartola caminhava meio sem rumo e com semblante de poucos amigos na sombra do presidente da Confederação Sul-Americana (Conmebol), Nicolás Leoz."Ainda não está nada resolvido. Não tem o que falar. Vão falar com o presidente (Leoz)", resmungava diante dos pedidos de esclarecimento sobre os termos debatidos até aquele momento.Ocorre que o Brasil está no centro de outras duas polêmicas. A primeira é o fato de o Campeonato Brasileiro não ser interrompido durante o período de disputa da Copa América (6 a 25 de julho). Assim, a agenda de jogos da seleção brasileira terá de ser adaptada para que não coincida com o Nacional. A idéia visa a atender interesses da TV que, no caso, teria de abrir mão de um ou de outro. Além disso, os dirigentes sul-americanos pressionam a CBF para que o Brasil participe com sua equipe principal, ao contrário do que fez em 2001, quando enviou o time B para a Colômbia e acabou eliminado por Honduras.FAVOR - Neste domingo, o presidente do Peru, Alejandro Toledo, convidou os integrantes do Comitê Executivo da Conmebol para um encontro. Nele, pediu para que a partida de abertura da Copa América, Peru x Bolívia, seja realizada em Cuzco.

Agencia Estado,

07 de março de 2004 | 18h32

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.