Copa América: Hawilla nega pressão

O empresário J. Hawilla embarcou para o Brasil hoje, às 16h30, com sentimento de vitória. Em Buenos Aires, o principal executivo da Traffic conseguiu o que sua empresa precisava: a confirmação da Copa América para a Colômbia, ainda no mês de julho. Hawilla, no entanto, insiste em negar o que o mundo sabe. "Ao contrário do que dizem, não fizemos pressão nenhuma para que a Copa América fosse realizada agora. A Confederação Sul-americana e os presidentes de federações concluíram que a realização do torneio no início de 2002 seria inviável", sustenta. Hawilla vai além. Apesar de a Traffic ter perdido eventos importantes como a Mercosul e o Mundial Interclubes, além da parceria que mantinha com a Fifa, o empresário sustenta que o prejuízo de US$ 10 milhões com o adiamento da Copa América foi "invenção" da imprensa. "Não sei de onde tiraram esse número", disse, irritado. "Os contratos firmados com as TVs e os patrocinadores valeriam para o início de 2002. O que foi assinado seria mantido sem problemas." Baixas - A Copa América começa quarta-feira com 12 seleções e sob um clima de apreensão e desconfiança. Os integrantes das delegações temem pela segurança. Na Embaixada do Brasil em Bogotá, a decisão da CBF de levar agentes da Polícia Federal foi vista como uma atitude sensata. "Os colombianos prometem dar todas as condições de segurança, mas a presença de agentes da Polícia Federal sempre ajuda, é um canal a mais de comunicação com as autoridades colombianas em caso de necessidade", disse uma fonte ao Estado. Integrante do grupo C, com sede em Medellín, o Canadá anunciou oficialmente que não participará da competição. Segundo J. Hawilla, a Costa Rica foi convidada e vai preencher a vaga. A chave C tem previstas ainda as participações de Argentina, Uruguai, Bolívia e Canadá. O presidente da Associação do futebol Argentino (AFA), Julio Grondona, disse na quinta-feira que sua seleção não viajaria para a Colômbia. Hoje, porém, deixou aberta a possibilidade de participar. "Vamos esperar até terça-feira porque preciso ouvir todos os membros da AFA", afirmou. O Uruguai espera um pronunciamento do sindicato nacional dos atletas para confirmar presença. O sindicato está preocupado com a segurança dos jogadores. "É uma barbaridade convocar as seleções menos de uma semana antes do início da Copa América", disse Fernando Silva, presidente do sindicato. A convocação está marcada para domingo, três dias antes da competição. O grupo A, com sede em Barranquilla, reúne Colômbia, Chile, Equador e Venezuela. No B, em Cali, estão Brasil, Paraguai, Peru e México. A Copa América será aberta quarta-feira com os jogos Colômbia x Venezuela e Equador x Chile. O Brasil estréia quinta-feira com o México, em Cali.

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