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Copa América já preocupa Parreira

Carlos Alberto Parreira já sabe o problema que vai lhe tirar algumas horas diárias de sono após os jogos da seleção brasileira contra Argentina e Chile, pelas Eliminatórias: a Copa América, que será disputada de 6 a 25 de julho, no Peru. O treinador admite que gostaria de levar uma equipe bastante forte para a competição, mas o problema é que as principais estrelas do futebol brasileiro que jogam na Europa, embora não admitam abertamente, não estão muito dispostas a sacrificar parte das férias para participar de um torneio cujo prestígio nem de longe se compara a um Mundial, por exemplo. Isso significa que Parreira deverá receber, se já não está recebendo, vários pedidos do tipo "me deixa fora dessa´´. O lateral-esquerdo Roberto Carlos, por exemplo, não mostra nenhum entusiasmo quando perguntado sobre a possibilidade de ir com a seleção ao Peru. "Eu já ganhei duas vezes a Copa América (em 1999 e em 2001), sou o jogador que mais atuou pelaseleção depois do Cafu´´, disse, numa demonstração de que gostaria de assistir à competição pela TV enquanto descansa de uma temporada bastante cansativa pelo Real Madrid. "Eu vou se otreinador pedir. Nesse caso vou ter umas férias mais curtas, mas não tem problema´´, completa em seguida, sem convencer. Ronaldo não tem falado sobre Copa América, mas comenta-se que ele já pediu para não jogar a competição, até pelo fato de vir de algumas contusões musculares e estar desgastado fisicamente. Já o caso do meia Kaká é outro: desde que foi promovido ao time profissional do São Paulo, em 2001, praticamente não tira férias e agora seria uma boa oportunidade para descansar. O Milan, aliás, já acena com a hipótese de pelo menos lutar para liberar algum de seus atletas para a Copa América, apesar de a equipe estar em um período de recesso - Dida já falou que não ver problema em disputar a competição pela seleção. Mas Parreira avisou que não vai ser render aos caprichos dos italianos. "Quero levar uma equipe forte. A Copa América é uma competição oficial e não vai ter negociação. Temos que exigir que os clubes cumpram as regras da Fifa.´´ A única concessão que o técnico pretende fazer beneficia os clubes brasileiros, que deverão ter no máximo dois jogadores chamados cada, pois continuarão a disputar o Nacional durante aCopa América. Levar uma "seleção forte´´ ao torneio sul-americano foi, inclusive, uma determinação dada pelo presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, no ínicio do ano, mais precisamente depois do fracasso da seleção Sub-23 na disputa por uma vaga à Olimpíada de Atenas. O problema será conciliar os interesses da entidade com os dos atletas, principalmente os consagrados. Já aqueles que ainda procuram se firmar na seleção não vão hesitar em trocar as férias pela altitude de Arequipa, onde o Brasil jogará a primeira fase, e outras cidades peruanas. "Para jogar pela seleção, eu faço qualquer coisa´´, vai avisando o volante Julio Baptista, do Sevilla. No entanto, mesmo entre eles há quem, se puder, troca a seleção pelo descanso neste momento. É o caso do lateral-direito Belletti. Ele se diz muito cansado, garante que ainda não pensouna Copa América, mas é sincero: "Nunca vou dizer não para a seleção, mas abrir mão das férias é fogo. Estou muito cansado.´´Assim, o jeito é esperar para ver como Parreira e sua comissão técnica vão se virar. "Copa América é complicado, tão complicado que a gente só fala quando chegar a hora da convocação. Até lá, vamos tentando resolver os problemas´´, afirmou o administrador da seleção, Américo Faria.

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