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Robson Morelli
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Copa com 48 seleções

A Fifa espera aumentar o número de equipes a partir do Mundial de 2026

O Estado de S.Paulo

04 de setembro de 2017 | 03h00

Uma Copa do Mundo com mais participantes, como deseja a Fifa a partir da edição de 2026, poderia salvar algumas seleções tradicionais da Europa, sobretudo, dependendo de como essas 16 novas vagas seriam distribuídas até sua oficialização. O atual formato europeu prevê um classificado por chave e mais a luta pela repescagem com os seus segundo colocados. Com mais vagas, a tensão pré-Copa reduziria e salvaria algumas seleções que gostaríamos de ver nos Mundiais. Uma delas já está com os pés totalmente fora da Rússia, por exemplo. É a Hungria, que já foi forte na década de 1950, quando tinha em suas fileiras um dos melhores jogadores que o mundo viu em ação: Puskas, que também jogou pela Espanha.

Outra da Europa que pode não chegar à Rússia no ano que vem é a Holanda. Nem a vitória de ontem sobre a Bulgária por 3 a 1 melhorou a condição dos holandeses nas Eliminatórias. E olha que, como brasileiro, poderia desejar a Holanda bem longe da Copa de 2018. O time sempre foi uma pedra no sapato da seleção brasileira. Em 2010, por exemplo, foram os holandeses quem mandaram o Brasil de volta para casa da África do Sul. Em 2014, jogaram a pá de cal nos comandados de Felipão após os 7 a 1 contra a Alemanha – na disputa do terceiro lugar, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, a Holanda também surrou o Brasil por 3 a 0. Nada, nada, seria um terceiro lugar.

Com mais seleções na Copa, as Eliminatórias que nos interessam diretamente, a Sul-Americana, também se desenhariam mais fáceis. Não que o Brasil precise, mas porque poderia incluir outros times tradicionais, como o Uruguai, e alguns mais que estão merecendo, como Chile e Colômbia. Cá entre nós, na fase que está atualmente na disputa, até a Argentina agradeceria.

Mas como toda moeda tem dois lados, a participação de 48 seleções na Copa também faria a disputa se encher de equipes menos qualificadas, menos tradicionais, portanto, mais fracas. E isso provocaria, ao menos na primeira parte da competição, partidas arrastadas, enfadonhas, sonolentas entre adversários pouco expressivos. Também implicaria no possível encalhe de ingressos, o que seria uma calamidade para a Fifa e em sua intenção megalomaníaca de fazer o futebol correr o planeta com sucesso de bilheteria.

É claro que a disputa das Eliminatórias continuaria sendo o critério de classificar os participantes. Justo até.

Mas num rápido exercício com as seleções já classificadas, por exemplo, para a Copa da Rússia, é fácil constatar que um Mundial de 48 times seria tão chato nas etapas iniciais quanto é o Campeonato Paulista em suas 12 rodadas antes da fase de mata-mata. Os classificados para 2018 são, até agora, Brasil, Bélgica, Irã, Japão, Rússia e México.

Esse expansionismo futebolístico foi idealizado por João Havelange, na ocasião para se perpetuar no poder.

PHILIPPE COUTINHO

Pegou muito mal para o jogador brasileiro se apresentar à seleção, treinar e jogar sem sentir nada nas costas, motivo que alegou para não vestir a camisa do Liverpool até o fechamento da janela de transferência. Coutinho estava mesmo de olho em uma transferência para o Barcelona. Esperava mais do bom meia da seleção, um menino ainda, mas com personalidade de gente grande em campo. Para isso, apenas uma explicação: ele está muito mal assessorado. Não é o tipo de coisa que se faça num clube.

TITE

O técnico da seleção não pode se dobrar ao maior astro do futebol brasileiro, seja ele quem for. Tite é malandro e experiente suficientemente para ter entendido tudo o que aconteceu com Neymar na janela de transferência, de Barcelona para Paris, da Igreja da Sagrada Família para a Torre Eiffel. Neymar precisa continuar jogando para o Brasil.

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