Copa das Nações Africanas reúne astros do futebol mundial

O marfinense Drogba, do Chelsea, e o camaronês Eto'o, do Barça, são dois dos grandes destaques do torneio

18 de janeiro de 2008 | 22h22

Os jogadores africanos são destaque atualmente nos principais clubes do planeta - é o caso, por exemplo, do marfinense Drogba, do Chelsea, e do camaronês Eto'o, do Barcelona. Assim, alguns dos astros do futebol mundial estarão em campo a partir deste domingo, em Gana, na disputa da Copa das Nações Africanas. Ao todo, 16 seleções vão em busca do título continental, na 26ª edição da Copa das Nações Africanas. A abertura acontece neste domingo, com o jogo entre Gana e Guiné, na cidade de Accra, mesmo local onde será disputada a final do torneio, no dia 10 de fevereiro. Pelo regulamento, as 16 seleções foram divididas em quatro grupos. Cada uma faz três jogos dentro das chaves e as duas melhores de cada grupo avançam para as quartas-de-final, quando começam os confrontos eliminatórios até a definição do campeão - quem ficar com o título representará a África na Copa das Confederações de 2009, a ser realizada na África do Sul. A maior parte das estrelas do futebol africano atua nos clubes europeus. Entre os inscritos para a Copa das Nações, 43 jogadores defendem equipes francesas e 37 jogam na Inglaterra, além de muitos outros na Espanha, Itália, Alemanha e Portugal. A única exceção nessa realidade do continente é a seleção de Sudão, cujos 23 convocados atuam dentro do próprio país. "Cada vez mais jogadores africanos estão jogando como titulares dos grandes clubes europeus, onde há algum tempo eles apenas faziam parte do elenco", afirmou o camaronês Samuel Eto'o, atacante do Barcelona. "Para mim, é óbvio que o futebol africano é mais respeitado atualmente." A presença de Eto'o, inclusive, faz de Camarões o favorito ao título da competição - já foi campeão quatro vezes (84, 88, 2000 e 2002), ficando historicamente atrás apenas do Egito, que ganhou cinco edições. E o seu principal rival é justamente a Costa do Marfim, seleção que conta, além de Drogba, com Yaya Touré (Barcelona) e Kolo Touré (Arsenal). Costa do Marfim terminou com o vice-campeonato na última edição do torneio, em 2006, quando o Egito jogou em casa e ficou com o título na decisão por pênaltis. Agora, a seleção marfinense está no Grupo B, ao lado da Nigéria (de Mikel, do Chelsea), de Benin (que fez sua preparação no Brasil) e de Mali (de Diarra, do Real Madrid, e Kanouté, do Sevilla). Já Camarões compõe o Grupo C, ao lado do atual campeão Egito, do Sudão e da Zâmbia. Enquanto isso, a anfitriã Gana está no Grupo A, apostando em jogadores como Essien, do Chelsea, para superar os rivais Namíbia, Guiné e Marrocos na primeira fase. No Grupo D, outra estrela da Copa das Nações Africanas: o técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira, que comanda a seleção da África do Sul. No seu caminho na primeira fase estarão Tunísia, Angola e Senegal. A Copa das Nações Africanas será a primeira competição importante de Parreira desde que assumiu a seleção sul-africana, no começo de 2007. Seu trabalho está concentrado na preparação para a disputa da Copa do Mundo de 2010, que será na própria África do Sul, mas um bom resultado na competição que começa neste domingo seria uma injeção de confiança em sua equipe. Assim como Parreira, a maioria dos técnicos na Copa das Nações Africanas é estrangeiro - são, principalmente, franceses e alemães. Mas o brasileiro tem uma relação especial com essa competição, onde começou sua carreira de treinador - há exatos 40 anos, chegou ao vice-campeonato no comando da seleção de Gana (perdeu para Congo na final do torneio realizado em 1968, na Etiópia). Aquele foi o começo da vitoriosa carreira do treinador, que chegou ao ponto máximo na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, quando Parreira levou o Brasil ao tetracampeonato. Agora, ele está de volta a Gana, justamente o local onde acontecerá a nova edição da Copa das Nações Africanas. "Gana foi o lugar mágico onde comecei minha carreira e tenho boas recordações da Copa das Nações Africanas", revelou Parreira, que completará 65 anos em fevereiro - faz aniversário no dia 27. "Estou ansioso para ver o quanto o torneio mudou nas últimas quatro décadas."

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