Copa de 94 ensinou EUA a gostar de futebol, diz volante

Além de admitir a ascensão do esporte em seu país, Kyle Beckerman afirma que 'isso ainda vai dobrar de tamanho'

Daniel Batista - Enviado especial ao Recife, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 13h17

Historicamente, o futebol foi um esporte que pouco despertou o interesse no público dos Estados Unidos. Dentre outras coisas, muitos norte-americanos alegavam que não dava para torcer por um esporte cuja uma partida poderia acabar em 0 a 0. Mas esse pensamento está mudando. A Copa de 1994 e a considerável melhora de resultados da seleção dos EUA fizeram o esporte evoluir no país. O volante da equipe, Kyle Beckerman, admite um sentimento especial dos torcedores da sua pátria em relação ao Mundial organizado há 20 anos.

"O futebol está crescendo a cada ano nos Estados Unidos. Com esse torneio, o país está numa febre de futebol. O esporte cresce a cada ano e acredito que isso ainda vai dobrar de tamanho", disse o meia, que defende o Real Salt Lake. O futebol feminino é o "soccer" mais conhecido para os norte-americanos, mas o masculino já está chegando perto em popularidade.

Para Beckerman, um dos motivos para o crescimento nos últimos anos foi a Copa de 1994 ter sido disputada nos Estados Unidos e a equipe anfitriã ter feito uma boa exibição. "Todos atletas daquele time foram heróis e fizeram os Estados Unidos entrarem de vez no mundo do futebol. Na Copa de 1990, nós passamos a ser notados, mas em 1994 subimos um degrau", contou o jogador de 32 anos.

No Mundial disputado em casa, os Estados Unidos caíram nas oitavas de final ao perderem por 1 a 0 para o Brasil, com gol de Bebeto no segundo tempo. O jogo foi sofrido para a equipe dirigida então por Carlos Alberto Parreira, pois o lateral Leonardo foi expulso no final da etapa inicial e o time nacional precisou buscar o triunfo com um jogador a menos em campo.

A animada seleção norte-americana está muito próxima de se classificar. Basta um empate contra a Alemanha, nesta quinta-feira, na Arena Pernambuco, em Recife. Dependendo do resultado de Gana e Portugal, o time pode avançar até se for derrotado.

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