Copa do Brasil não exige antidoping

O jogador Magrão, do Palmeiras, reclamou sem razão da falta de exame antidoping na partida de quarta-feira passada, contra o São Gabriel, pela Copa do Brasil. O regulamento da competição não prevê a obrigatoriedade da realização de exames. Eles são feitos a mando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nas fases finais da Copa do Brasil ou em situações em que haja uma solicitação formal do clube interessado. Se o Palmeiras achar necessário, pode acionar o departamento técnico da CBF, com até 48 horas de antecedência da partida de volta com o São Gabriel, a fim de que a Comissão Nacional de Controle de Dopagem da CBF viabilize os testes."Isto vale para qualquer clube, em qualquer competição", disse o presidente da comissão, Tanus Jorge. Ele explicou que nesses casos o clube solicitante arca com as despesas dos exames, cerca de R$ 3 mil."Há poucos dias chegaram dois pedidos do Cruzeiro para duas rodadas do Campeonato Mineiro. É um procedimento normal e temos toda a estrutura para atender aos clubes." De acordo com Virgílio Elíseo, diretor do departamento técnico da CBF, a entidade realizou em 2003 um número recorde de exames na Série B do Campeonato Brasileiro. "Os testes são feitos em todos os jogos da Série A e em pelo menos dois por rodada da segunda divisão nas fases iniciais do torneio. Depois, nas etapas finais, assim como ocorre na Copa do Brasil, todas as partidas da Série B são cobertas pelo pessoal da comissão de dopagem", declarou.

Agencia Estado,

19 de março de 2004 | 17h34

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