Aldo Rebelo rebate críticas e defende gramados da Copa

O ministro declarou que visitou várias vezes os estádios para averiguação, e acha correto não haver treinos nos locais de jogos

Mácio Dolzan e Jamil Chade, Agência Estado

27 de junho de 2014 | 13h07

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, defendeu a situação dos gramados de alguns estádios que estão sediando jogos da Copa do Mundo. Palco da final, o Maracanã apresenta falhas em vários pontos do campo e foi criticado por jogadores da Bélgica após a partida contra a Rússia, domingo passado. No mesmo dia, o Itaquerão recebeu críticas do técnico do Chile, Jorge Sampaoli, que disse que o gramado estava "bastante desgastado".

"Eu não concordo com essa avaliação, sinceramente", disse Aldo, em entrevista coletiva, nesta sexta-feira, no Rio. "Eu visitei várias vezes todos os estádios, e uma das minhas preocupações era visitar os gramados. O gramado do estádio de Itaquera, o estádio do Corinthians, parecia um gramado artificial, quase perfeito. Você procurava e não via uma falha", afirmou.

"Não compreendo porque o técnico do Chile fez tantas críticas ao gramado no caso do Corinthians, porque eu vi que esses estádios estavam em condições muito boas, principalmente comparando com a situação geral de outros gramados onde torneios internacionais são disputados", rebateu o ministro.

Desde o fim de semana, várias seleções estão sendo impedidas de fazer o treino de reconhecimento de gramado um dia antes dos jogos. França e Equador, que se enfrentaram na quarta-feira no Maracanã, tiveram que treinar no Engenhão e em São Januário, respectivamente. Nesta sexta, Colômbia e Uruguai, que jogam no sábado no Rio, realizaram seus treinamentos no estádio do Vasco.

Alguns técnicos e jogadores lamentam o fato de não poderem pisar no campo na véspera do jogo, mas, para o ministro Aldo Rebelo, a proibição é correta. "Eu acho que nenhuma seleção pode usar os gramados destinados aos jogos para treino. Por essa razão que os centros de treinamento foram escolhidos. Eles foram licenciados, reformados, exatamente para serem utilizados pelas seleções", defendeu.

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