Alexis Sánchez é a arma do Chile para derrotar o Brasil no Mineirão

Atacante chileno, parceiro de Neymar no Barcelona, é um dos que fazem a transição rápida entre meio de campo e o setor ofensivo

Vítor Marques - enviado especial a Belo Horizonte, O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 23h07

Alexis Sánchez é mais protagonista na seleção chilena do que no Barcelona. A análise é de Jorge Sampaoli. "Talvez no clube ele não se sinta tão valorizado. Aqui, sente que é um jogador importante", disse o técnico.

O técnico está certo. Uma vitória neste sábado passa pela atuação de seu principal atacante, que, apesar de jovem (25 anos), tem vasta experiência na seleção (70 jogos) e disputou o Mundial da África do Sul, em 2010.

Sánchez, parceiro de Neymar no clube catalão, é a válvula de escape do ataque pelo lado direito. Ele é um dos que fazem a transição rápida entre meio de campo e o setor ofensivo.

A parceria com Vargas deu certo na Copa. Sánchez foi determinante nas vitórias contra Austrália (fez um dos gols do jogo) e também sobre a Espanha. Sampaoli acredita que o atacante pode fazer a diferença contra o Brasil. E sua atuação é ainda mais crucial, porque Vidal, outro craque do time, não está bem.

Polêmico, Sánchez disse que é uma honra e um prazer jogar contra Neymar, mas disparou, em sua entrevista coletiva: "O que me preocupa é a arbitragem."

Convencido de que pode surpreender o Brasil, Sánchez falou em jogar com o coração e com valentia para ganhar do "favorito". "Vamos respeitar o Brasil, mas vamos desfrutar o jogo. Se eu não estivesse convencido (de que podemos vencer), pegaria minha mala e iria embora."

Sampaoli prevê um jogo de velocidade - das duas seleções. Um jogo em que ambas as equipes vão buscar espaços livres, num ritmo frenético. Por isso, ele não garantiu a presença de Valdivia entre os titulares.

Além de tentar parar Neymar com a entrada de um terceiro zagueiro (Silva), talvez Valdivia não aguente 90 minutos. Vidal, que não está 100%, é outro que exige preocupação.

Com Valdivia e Vidal saindo como titulares, pode faltar gás no segundo tempo - ou em um cenário de prorrogação.

"Vidal jogou com 30% de sua capacidade pela Juventus na Liga Europa. Ele não está perto do 100% e vai para o jogo pela sua valentia. Mas não sabemos quanto tempo aguentará", explicou Sampaoli.

ÚLTIMA HORA

Gary Medel, zagueiro que seria importante na marcação sobre Neymar (jogando na sobra), sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda. Ele seria reavaliado antes da partida. Sampaoli o esperaria até o último minuto.

Esses problemas físicos e de contusão podem dificultar um pouco a vida do Chile, que sonha em repetir a atuação contra a Espanha e eliminar o Brasil em pleno Mineirão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.