Atletas de Gana exigiram pagamento em dinheiro para jogar

Elenco ameaçou não jogar com Portugal e não treinou por discordar de depósito em conta, o que contraria uma tradição do País africano

Sérgio Torres - Enviado especial a Brasília, O Estado de S. Paulo

25 de junho de 2014 | 14h51

Atualizada às 19h57 

Os jogadores da seleção de Gana anunciaram, por meio do treinador James Appiah e do atacante Christina Atsu, que disputarão a partida desta quinta-feira contra Portugal, pela última rodada da primeira fase da Copa do Mundo. O elenco ganês chegou a ameaçar não fazer o jogo porque discorda da decisão da federação de futebol local de pagar os jogadores por meio de depósito em conta. Eles exigem pagamento em dinheiro, sob a alegação de que é uma tradição em Gana. Para pressionar a federação, o grupo não treinou nesta terça-feira. 

A crise deflagrada na seleção de Gana teve até mesmo a intervenção do presidente John Mahama, de acordo com o que Atsu disse na entrevista coletiva de hoje. Atacante de 22, do Chelsea (Inglaterra), ele falou que graças ao presidente o problema está solucionado e que ainda nesta quarta os jogadores receberão o dinheiro. Caso uma grande quantia entre no Brasil, os valores precisarão ser informados. A Receita Federal informou que o dinheiro será confiscado caso seus portadores não declararem ao entrar no País. Se declararem, não há problema. 

Perguntado onde guardaria as notas, Atsu riu e respondeu: "Acho que vou botar na mala e trancar". Nem ele nem o treinador aceitaram dizer quanto cada um receberá pela participação no Mundial. "Se eu falo os jogadores me matam", disse Appiah.

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