CBF blinda jogadores e comissão técnica de falarem de arbitragem

Após uma pergunta sobre o árbitro da partida contra o Chile, assessoria da entidade interrompeu a coletiva  

O Estado de S. Paulo

27 de junho de 2014 | 12h38

Jogadores e comissão técnica da seleção brasileira não estão autorizados a falar sobre arbitragem. Durante a coletiva no Mineirão, um jornalista do Chile perguntou a opinião do técnico Luiz Felipe Scolari e do zagueiro Thiago Silva sobre a preocupação dos chilenos que dizem temer que haja favorecimento para o Brasil na partida de amanhã. A entrevista foi, então, interrompida temporariamente pelo assessor da CBF, Rodrigo Paiva. "É um desrespeito com o povo brasileiro. Não adianta insistir que nós não vamos falar sobre isso", afirmou.

O Brasil já foi acusado de favorecimento na primeira partida, contra a Croácia, quando o árbitro japonês Yuichi Nishimura assinalou um pênalti controverso sobre Fred. A desconfiança do Chile ser prejudicado já foi expressa em algumas entrevistas. "Espero que o externo não influa no juiz para o jogo contra o Brasil", afirmou Jorge Valdivia, camisa 10 da seleção comandada por Jorge Sampaoli. Mais recente, o atacante Alexis Sánchez admitiu que também temia o risco. “A arbitragem é que me preocupa", disse.

A Fifa definiu o inglês Howard Webb para apitar a partida Brasil x Chile no Mineirão. Ele foi o árbitro da final da última Copa do Mundo, entre Espanha e Holanda, e, coincidentemente,  do último confronto entre as duas seleções sul-americanas no Mundial, quando o Brasil venceu o Chile por 3 a 0 na África do Sul. Nesta Copa, Webb apitou Colômbia x Costa do Marfim no Mané Garrincha.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.