Chile acusa assessor de imprensa da CBF de agressão no Mineirão

Rodrigo Paiva teria agredido com um soco o jogador Pinilla

ROBSON MORELLI E SILVIO BARSETTI - enviados especiais a Belo Horizonte, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2014 | 19h36

Um incidente ocorrido no intervalo do jogo em Belo Horizonte, quando houve um tumulto envolvendo o auxiliar técnico do Chile, Sebastian Beccacece, e alguns componentes da comissão técnica da seleção brasileira, deixou o clima entre as duas seleções bastante quente, com acusações e xingamentos dos dois lados.

Sebastian Beccacece, que trabalha e toma as dores do técnico Jorge Sampaoli, teria se dirigido ao banco de reservas do Brasil para fazer provocações gratuitas, como fizeram alguns jogadores chilenos às vésperas da partida sobre a possibilidade de o árbitro inglês Howard Webb ajudar a seleção anfitriã no Mineirão. Ele teria chamado os brasileiros de "primitivos".

De acordo com funcionários da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o assessor de Imprensa da entidade, Rodrigo Paiva, tentou afastar o rival chileno para evitar uma confusão ainda maior. Os chilenos contam outra versão, a de que em meio ao bate-boca entre as duas comissões técnicas, tamanha era a catimba da partida, Paiva agrediu com um soco o jogador Pinilla, ao fim do primeiro tempo. O clima foi tenso até o final, com entradas duras dos dois lados em campo, mas sem com pedidos de desculpas.

A Fifa não descarta a possibilidade de analisar o fato caso tenha imagens desse episódio, que também faz parte do fair play defendido pela entidade. Os chilenos, eliminados, devem deixar o Brasil neste domingo.

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