Eto'o só deve jogar numa emergência, diz técnico de Camarões

Em tratamento intensivo para se recuperar de lesão no joelho, o atacante está descartado para iniciar a partida contra o Brasil

Almir Leite - enviado especial a Brasília, O Estado de S. Paulo

22 de junho de 2014 | 18h20

A seleção de Camarões pode não ter seu principal astro, o atacante Samuel Eto'o, na partida desta segunda-feira contra o Brasil, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Já está decidido que o jogador, que está com uma lesão no joelho e não se recuperou totalmente mesmo fazendo tratamento intensivo, não vai iniciar o jogo. Pode ser que entre no segundo tempo, mas o técnico Volker Finke só pretende colocá-lo em campo numa emergência.

Eto'o nem sequer tem treinado com o restante dos jogadores camaroneses. "A situação de Samuel é a mesma que tivemos antes da partida contra a Croácia'', disse Finke no início da noite deste domingo, em entrevista coletiva após o treinamento dos africanos no Mané Garincha. "Ele faz um trabalho individual, não fez treinamento com o grupo mas desempenha seu papel como capitão. Vai trabalhar nas coisas que dizem respeito ao dever um capitão da equipe. Sem dúvida ele ajuda a mobilizar a equipe e o espírito do time.''

O jogador do Chelsea atuou em parte da estreia de Camarões, contra o México, e isso teria agravado a sua contusão. Ele queria jogar contra o Brasil, "por ser a seleção da casa e por poder rever alguns companheiros de time'', mas talvez não tenha condição. "Eto'o talvez possa ajudar por alguns minutos,  mas nao vai começar como titular. Não deve haver um milagre durante a noite. Talvez ele jogue para ajudar a equipe e talvez não", acrescentou Finke.

No Chelsea, Eto'o atua com Willian, Ramires e Oscar - também foi companheiro de David Luiz, que está se transferindo para o Paris Saint-Germain. Antes, jogou com Daniel Alves no Barcelona.

Aos 33 anos, e desgastado por várias brigas com os cartolas da federação de seu país, Eto'o deverá renunciar à seleção após a Copa do Mundo. 

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