Favorita, Bélgica tenta superar o pragmatismo da seleção russa

Liderados por Hazard, belgas lutam por mais uma vitória; russos não avançam à 2ª fase desde a dissolução da União Soviética

Marcio Dolzan e Ronald Lincoln Jr., O Estado de S. Paulo

21 de junho de 2014 | 21h53

Bélgica e Rússia nunca foram consideradas favoritas ao título da Copa do Mundo - e, a julgar pelas dificuldades que tiveram em suas partidas de estreia, dificilmente irão contrariar as previsões. Mas o jogo deste domingo, no Maracanã, tem seus atrativos. Liderados pelo meia Eden Hazard, os belgas tentarão encaminhar a primeira colocação no Grupo H diante dos pragmáticos russos, que visam chegar à segunda fase pela primeira vez desde a dissolução da antiga União Soviética.

Cabeça de chave, a Bélgica penou para superar a Argélia na estreia. Mas, apesar disso, a equipe do técnico Marc Wilmots é a favorita para terminar em primeiro no grupo. Isso porque, no papel, o elenco é o mais forte entre as quatro seleções.

O time conta com bons jogadores em todos os setores. Courtois, do Atlético de Madrid, é o goleiro. Kompany, do Manchester City, lidera a zaga, enquanto Fellaini, do Manchester United, e Hazard, do Chelsea, dão velocidade ao meio de campo. Na frente, Lukaku, do Chelsea, é a esperança de gols.

“Temos uma boa equipe, sem dúvida. Somos jovens e talentosos, mas esta é nossa primeira Copa do Mundo”, destaca Hazard, tentando tirar a pressão sobre o time, que antes do Mundial era apontado como maior candidato a azarão. O jogador, porém, reconhece o desempenho ruim na estreia. “O que posso dizer é que estamos tentando melhorar a cada dia.”

A Rússia, por sua vez, buscará pelo menos um empate para decidir a classificação contra a Argélia na última rodada. A equipe teve uma partida desgastante na estreia, quando precisou correr atrás do empate com a Coreia do Sul após o goleiro Akinfeev levar um frango.

A falha chegou a levantar dúvidas sobre a presença do goleiro – um dos principais nomes da equipe –, mas o técnico da Rússia, o italiano Fabio Capello, apressou-se em garantir a escalação. “Assim como alguns jogadores podem perder pênaltis, pode acontecer de um goleiro cometer um erro”, disse.

A expectativa é por maior presença ofensiva dos belgas, com os russos explorando os contragolpes. “Nós procuramos ter o controle da partida e jogamos sempre para ganhar”, afirmou Wilmots, que prevê dificuldades para furar o bloqueio adversário. “Se vamos jogar contra uma parede, temos que aprender a ser pacientes.”

Reforço. A Fifa confirmou que o jogo terá 663 policiais e vigias a mais que nas partidas anteriores. É o primeiro resultado concreto depois da invasão de torcedores chilenos ao Maracanã no duelo contra a Espanha. 

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